Resumo

As Viagens de Gulliver

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Resumo da Obra

“As Viagens de Gulliver” nos apresenta Lemuel Gulliver, um cirurgião inglês com paixão por viagens, que se torna capitão de navios. Suas aventuras fantásticas não são apenas contos de exploração, mas uma lente poderosa que Jonathan Swift utiliza para criticar a sociedade, a política e a natureza humana de sua época. O livro, dividido em quatro viagens principais, mostra a gradual transformação de Gulliver, de um observador curioso a um misantropo desiludido.

Sua primeira grande aventura o leva à misteriosa ilha de Lilliput, após um naufrágio. Lá, ele se depara com um povo minúsculo, com cerca de quinze centímetros de altura. Gulliver, um gigante em comparação, é inicialmente aprisionado e estudado pelos liliputianos. Sua chegada causa alvoroço e exige adaptações de ambos os lados para coexistir, com os habitantes da ilha vendo o “Homem Montanha” de suas profecias.

A vida em Lilliput revela uma sociedade absurdamente complexa e cheia de intrigas. Gulliver observa as disputas políticas insignificantes, como a rivalidade entre os “Saltadores de Salto Alto” e os “Saltadores de Salto Baixo” para cargos públicos, ou a guerra entre “Grandes Escarificadores” e “Pequenos Escarificadores” sobre a quebra de ovos. Swift usa essa diminuta escala para satirizar a mesquinhez e a futilidade das disputas europeias, especialmente entre católicos e protestantes.

Após escapar de Lilliput devido a intrigas na corte, Gulliver se vê na terra de Brobdingnag, onde a perspectiva se inverte drasticamente. Agora, ele é o minúsculo, cercado por gigantes de mais de vinte metros de altura. Capturado por um fazendeiro, Gulliver se torna uma atração, exibido em feiras e tratado como um brinquedo exótico, sua vida ali sendo um constante lembrete de sua insignificância física e vulnerabilidade.

Nesta terra, Gulliver tem a oportunidade de conversar longamente com o Rei de Brobdingnag. Ao descrever a Inglaterra, sua história, política, guerras e costumes, Gulliver espera impressionar o monarca. Contudo, o Rei, com sua visão pragmática e desprovida de preconceitos, expressa horror e desprezo pela barbárie e pela hipocrisia da sociedade europeia, considerando os humanos como “pequenos e desprezíveis insetos”.

Sua terceira viagem o leva à ilha flutuante de Laputa, habitada por filósofos e cientistas absortos em pensamentos abstratos e teorias inúteis. Eles são tão focados em suas elucubrações que precisam de “clappers” (batedores) para chamá-los de volta à realidade. Swift satiriza a ciência desconectada da prática, a intelectualidade estéril e a classe governante que se isola das necessidades de seu povo.

Abaixo de Laputa, Gulliver visita Balnibarbi, onde os projetos dos acadêmicos da “Academia de Lagado” são absurdos e impraticáveis, mostrando o desperdício de recursos em inovações sem sentido. Ele também passa por Glubbdubdrib, onde conjura espíritos para aprender história diretamente, e Luggnagg, onde encontra os Struldbruggs, seres imortais, mas condenados a envelhecer indefinidamente, revelando o horror de uma vida sem fim marcada pela decrepitude.

A quarta e mais impactante jornada de Gulliver o leva à terra dos Houyhnhnms, uma raça de cavalos altamente inteligentes e racionais que vivem em perfeita harmonia, governados pela razão e pela lógica. Contrastando com eles estão os Yahoos, criaturas repugnantes, brutas e irracionais, que se assemelham assustadoramente aos humanos em sua forma física e comportamento primitivo.

Entre os Houyhnhnms, Gulliver se sente em casa, admirando sua lógica e virtude. Ele começa a ver os Yahoos como um reflexo fiel da humanidade, com suas paixões descontroladas, vícios, luxúria e aversões. Essa experiência o leva a um profundo desprezo pela raça humana, incluindo a si mesmo, e ele passa a odiar a ideia de ser um Yahoo, preferindo a companhia e os valores dos cavalos.

Forçado a deixar a terra dos Houyhnhnms, Gulliver retorna à Inglaterra, mas não consegue se readaptar à sociedade humana. Ele vê seus concidadãos como Yahoos, rejeita a convivência familiar e prefere a companhia de seus cavalos, com quem conversa por horas a fio. A obra de Swift, portanto, culmina em uma sátira mordaz sobre a natureza humana, a política, a ciência e a moral, deixando o leitor com uma reflexão profunda e por vezes desconfortável sobre os defeitos e a irracionalidade que permeiam a civilização.

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