Gil Vicente foi um dramaturgo e poeta português, considerado o fundador do teatro em Portugal. Viveu na transição da Idade Média para o Renascimento e atuou na corte portuguesa durante os reinados de D. Manuel I e D. João III. Há incertezas sobre dados da sua biografia, como o local exato de nascimento e sua formação, mas sua importância literária é amplamente reconhecida.
Sua obra é composta principalmente por autos, farsas e comédias, escritas em português e castelhano. Entre os textos mais conhecidos estão Auto da Barca do Inferno, Auto da Barca do Purgatório e Auto da Barca da Glória. Nessas peças, Gil Vicente retrata diferentes camadas da sociedade, utilizando sátira e crítica moral para expor vícios humanos, abusos de poder e hipocrisias sociais, sempre com linguagem acessível e personagens populares.
Gil Vicente teve papel central na consolidação do teatro como forma literária em Portugal. Suas peças uniram elementos religiosos, populares e satíricos, criando um retrato claro da sociedade portuguesa do século XVI. Mesmo séculos depois, seus textos continuam a ser estudados e encenados, mantendo relevância por sua crítica social e valor histórico dentro da literatura de língua portuguesa.






