Capa do livro Auto da Barca do Inferno
Teatro · Português · Domínio público

Auto da Barca do Inferno

por Gil Vicente

3,6 · 38.512 avaliações
Publicação 1517
Gênero Teatro
Idioma Português
Domínio público Sem cadastro Obra completa
Baixado 255 vezes

Sobre o livro

O Auto da Barca do Inferno é uma peça curta, em versos, de Gil Vicente, representada pela primeira vez em 1517. A rubrica de abertura a chama de “auto de moralidade” e diz que foi composta para a rainha D. Leonor e representada por ordem dela para o rei D. Manuel. A situação cabe numa frase: quem acaba de morrer chega a um rio e tem de atravessá-lo num de dois barcos. Um vai para o paraíso, com um Anjo na proa. O outro vai para o inferno, com o Diabo e um Companheiro.

Do que trata Auto da Barca do Inferno

A peça é uma fila de chegadas. Cada morto fala primeiro com o Diabo, descobre para onde vai aquele barco e quase sempre corre ao do Anjo pedindo passagem. O que cada um traz consigo pesa contra ele: a cadeira do Fidalgo, o bolsão do Onzeneiro, as formas do Sapateiro, a amante do Frade, os processos do Corregedor. Brízida Vaz, a alcoviteira, enumera a própria bagagem: “Seiscentos virgos postiços / e três arcas de feitiços”.

O Anjo só aceita Joane, o Parvo, porque ele nunca errou por malícia, e quatro Cavaleiros que morreram lutando contra os mouros. O Judeu e o Enforcado nem chegam a falar com ele.

Sátira e riso

Gil Vicente não poupa quase ninguém: a nobreza, o clero, quem vive de dinheiro, os homens da justiça. O Parvo despeja no Diabo uma enxurrada de xingamentos escatológicos, o Frade dança e dá uma aula de esgrima na beira do rio, e o Corregedor discute com o Diabo num latim misturado com português.

A cena do Judeu é a mais incômoda para quem lê hoje: ele chega com um bode às costas, é ridicularizado pelo Parvo e acaba levado a reboque, fora do barco. O riso ali é todo às custas dele, e provavelmente é o trecho que mais envelheceu.

O auto na escola

Em Portugal, as Aprendizagens Essenciais de Português do 9.º ano, de 2018, indicam o Auto da Barca do Inferno ou a farsa Auto da Índia. No Brasil, a peça esteve na lista de leituras obrigatórias comum à Fuvest e à Unicamp no vestibular de 2008. Para revisar a ordem das personagens, há o resumo do Auto da Barca do Inferno.

Sobre esta edição

O arquivo é um PDF de 19 páginas. Segundo a nota de abertura, o texto vem da Biblioteca Virtual do Estudante Brasileiro, da USP, e foi digitalizado pelo Projecto Vercial, com copyright da OPSIS Multimédia. A grafia usa acentos modernos, mas conserva formas antigas como “pera”, “cousa”, “nom” e “assi”.

A rubrica de abertura e o fim (“E assi embarcam”) são os da versão de 1517, e não os da Copilaçam de 1562, a primeira reunião das obras de Gil Vicente, organizada pelos filhos. O autor morreu por volta de 1536, e a peça está em domínio público. Outras peças dele no site: Farsa ou Auto de Inês Pereira e Auto da Alma.

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Auto da Barca do Inferno, de Gil Vicente, está em domínio público: você pode baixar a obra completa gratuitamente, sem cadastro, e ler em qualquer dispositivo. Se preferir a edição impressa, também indicamos onde comprar.

Domínio público Sem cadastro Obra completa
Baixado 255 vezes

Ficha técnica

Título
Auto da Barca do Inferno
Autor
Gil Vicente
Ano de publicação
1517
Gênero
Teatro
Idioma
Português
Formato
PDF
Licença
Domínio público

Perguntas frequentes sobre Auto da Barca do Inferno

Quem vai para o céu no Auto da Barca do Inferno?

Só Joane, o Parvo, e os quatro Cavaleiros. O Anjo diz ao Parvo que ele pode passar, porque nunca errou por malícia, e pede que espere ali perto. Os Cavaleiros, que morreram lutando contra os mouros, passam cantando diante do Diabo e embarcam com o Anjo no fim da peça.

Em que ordem as personagens chegam às barcas?

Fidalgo, Onzeneiro, Joane o Parvo, Sapateiro, Frade (com Florença), Brízida Vaz, Judeu, Corregedor e Procurador, Enforcado e, por último, os quatro Cavaleiros.

O que cada personagem leva para a barca?

O Fidalgo, um pajem com a cauda da roupa e uma cadeira; o Onzeneiro, um bolsão; o Sapateiro, o avental e as formas; o Frade, a moça Florença, espada, broquel e um capacete debaixo do capuz; Brízida Vaz, "virgos postiços", arcas de feitiços e as moças que vendia; o Judeu, um bode; o Corregedor, os processos e a vara; o Procurador, os livros; o Enforcado, a corda no pescoço.

O Auto da Barca do Inferno faz parte de uma trilogia?

Sim. É a primeira das três peças das barcas; as outras são o Auto da Barca do Purgatório e o Auto da Barca da Glória. Na Copilaçam de 1562, a rubrica diz que a obra é "repartida em três partes" e que esta primeira "é da viagem do Inferno".

Quem escreveu Auto da Barca do Inferno?

Auto da Barca do Inferno é uma obra de Gil Vicente (c. 1465–1536).

Qual é o ano de publicação de Auto da Barca do Inferno?

A primeira publicação de Auto da Barca do Inferno é de 1517.

Auto da Barca do Inferno está em domínio público?

Sim. A obra está em domínio público, então você pode baixar, ler e compartilhar de graça e dentro da lei.

Como baixar Auto da Barca do Inferno em PDF?

Clique em "Baixar grátis" nesta página. O arquivo é um PDF e o download começa na hora, sem cadastro.

Onde encontro um resumo de Auto da Barca do Inferno?

O resumo de Auto da Barca do Inferno está aqui no site e conta o enredo do começo ao fim.

Como citar Auto da Barca do Inferno (ABNT)

VICENTE, Gil. Auto da Barca do Inferno. [S. l.]: Livros Domínio Público, 2026. E-book. Disponível em: https://livrosdominiopublico.com.br/auto-da-barca-do-inferno/. Acesso em: 15 out. 2026.

Sobre o autor

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Gil Vicente

c. 1465–1536 Lisboa ou Guimarães, Portugal 6 obras

Gil Vicente foi um dramaturgo e poeta português, considerado o fundador do teatro em Portugal. Viveu na transição da Idade Média para o Renascimento e atuou na corte portuguesa durante os reinados de D. Manuel I e D. João III. Há incertezas sobre dados da sua biografia, como o local exato de nascimento e sua formação, mas sua importância literária…

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