Capa do livro Auto da Barca do Inferno
Teatro · Português · Domínio público

Auto da Barca do Inferno

por Gil Vicente

3,6 · 38.512 avaliações
Publicação 1517
Gênero Teatro
Idioma Português
Domínio público Sem cadastro Obra completa
Baixado 291 vezes no site e no app

Sobre o livro

O Auto da Barca do Inferno é uma peça curta, em versos, de Gil Vicente, representada pela primeira vez em 1517. A rubrica de abertura a chama de “auto de moralidade” e diz que foi composta para a rainha D. Leonor e representada por ordem dela para o rei D. Manuel. A situação cabe numa frase: quem acaba de morrer chega a um rio e tem de atravessá-lo num de dois barcos. Um vai para o paraíso, com um Anjo na proa. O outro vai para o inferno, com o Diabo e um Companheiro.

Do que trata Auto da Barca do Inferno

A peça é uma fila de chegadas. Cada morto fala primeiro com o Diabo, descobre para onde vai aquele barco e quase sempre corre ao do Anjo pedindo passagem. O que cada um traz consigo pesa contra ele: a cadeira do Fidalgo, o bolsão do Onzeneiro, as formas do Sapateiro, a amante do Frade, os processos do Corregedor. Brízida Vaz, a alcoviteira, enumera a própria bagagem: “Seiscentos virgos postiços / e três arcas de feitiços”.

O Anjo só aceita Joane, o Parvo, porque ele nunca errou por malícia, e quatro Cavaleiros que morreram lutando contra os mouros. O Judeu e o Enforcado nem chegam a falar com ele.

Sátira e riso

Gil Vicente não poupa quase ninguém: a nobreza, o clero, quem vive de dinheiro, os homens da justiça. O Parvo despeja no Diabo uma enxurrada de xingamentos escatológicos, o Frade dança e dá uma aula de esgrima na beira do rio, e o Corregedor discute com o Diabo num latim misturado com português.

A cena do Judeu é a mais incômoda para quem lê hoje: ele chega com um bode às costas, é ridicularizado pelo Parvo e acaba levado a reboque, fora do barco. O riso ali é todo às custas dele, e provavelmente é o trecho que mais envelheceu.

O auto na escola

Em Portugal, as Aprendizagens Essenciais de Português do 9.º ano, de 2018, indicam o Auto da Barca do Inferno ou a farsa Auto da Índia. No Brasil, a peça esteve na lista de leituras obrigatórias comum à Fuvest e à Unicamp no vestibular de 2008. Para revisar a ordem das personagens, há o resumo do Auto da Barca do Inferno.

Sobre esta edição

O arquivo é um PDF de 19 páginas. Segundo a nota de abertura, o texto vem da Biblioteca Virtual do Estudante Brasileiro, da USP, e foi digitalizado pelo Projecto Vercial, com copyright da OPSIS Multimédia. A grafia usa acentos modernos, mas conserva formas antigas como “pera”, “cousa”, “nom” e “assi”.

A rubrica de abertura e o fim (“E assi embarcam”) são os da versão de 1517, e não os da Copilaçam de 1562, a primeira reunião das obras de Gil Vicente, organizada pelos filhos. O autor morreu por volta de 1536, e a peça está em domínio público. Outras peças dele no site: Farsa ou Auto de Inês Pereira e Auto da Alma.

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Auto da Barca do Inferno, de Gil Vicente, está em domínio público: você pode baixar a obra completa gratuitamente, sem cadastro, e ler em qualquer dispositivo. Se preferir a edição impressa, também indicamos onde comprar.

Domínio público Sem cadastro Obra completa
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Ficha técnica

Título
Auto da Barca do Inferno
Autor
Gil Vicente
Ano de publicação
1517
Gênero
Teatro
Idioma
Português
Formato
PDF e EPUB
Licença
Domínio público

Perguntas frequentes sobre Auto da Barca do Inferno

Quem vai para o céu no Auto da Barca do Inferno?

Só Joane, o Parvo, e os quatro Cavaleiros. O Anjo diz ao Parvo que ele pode passar, porque nunca errou por malícia, e pede que espere ali perto. Os Cavaleiros, que morreram lutando contra os mouros, passam cantando diante do Diabo e embarcam com o Anjo no fim da peça.

Em que ordem as personagens chegam às barcas?

Fidalgo, Onzeneiro, Joane o Parvo, Sapateiro, Frade (com Florença), Brízida Vaz, Judeu, Corregedor e Procurador, Enforcado e, por último, os quatro Cavaleiros.

O que cada personagem leva para a barca?

O Fidalgo, um pajem com a cauda da roupa e uma cadeira; o Onzeneiro, um bolsão; o Sapateiro, o avental e as formas; o Frade, a moça Florença, espada, broquel e um capacete debaixo do capuz; Brízida Vaz, "virgos postiços", arcas de feitiços e as moças que vendia; o Judeu, um bode; o Corregedor, os processos e a vara; o Procurador, os livros; o Enforcado, a corda no pescoço.

O Auto da Barca do Inferno faz parte de uma trilogia?

Sim. É a primeira das três peças das barcas; as outras são o Auto da Barca do Purgatório e o Auto da Barca da Glória. Na Copilaçam de 1562, a rubrica diz que a obra é "repartida em três partes" e que esta primeira "é da viagem do Inferno".

Quem escreveu Auto da Barca do Inferno?

Auto da Barca do Inferno é uma obra de Gil Vicente (c. 1465–1536).

Qual é o ano de publicação de Auto da Barca do Inferno?

A primeira publicação de Auto da Barca do Inferno é de 1517.

Auto da Barca do Inferno está em domínio público?

Sim. A obra está em domínio público, então você pode baixar, ler e compartilhar de graça e dentro da lei.

Como baixar Auto da Barca do Inferno em PDF ou EPUB?

Clique em "Baixar grátis" nesta página e escolha o formato. O PDF abre no navegador e é bom para computador e impressão; o EPUB é para celular e leitores digitais como Kindle, Kobo e Apple Livros. Sem cadastro.

Onde encontro um resumo de Auto da Barca do Inferno?

O resumo de Auto da Barca do Inferno está aqui no site e conta o enredo do começo ao fim.

Como citar Auto da Barca do Inferno (ABNT)

VICENTE, Gil. Auto da Barca do Inferno. [S. l.]: Livros Domínio Público, 2026. E-book. Disponível em: https://livrosdominiopublico.com.br/auto-da-barca-do-inferno/. Acesso em: 5 nov. 2026.

Sobre o autor

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Gil Vicente

c. 1465–1536 Lisboa ou Guimarães, Portugal 6 obras

Gil Vicente foi um dramaturgo e poeta português, considerado o fundador do teatro em Portugal. Viveu na transição da Idade Média para o Renascimento e atuou na corte portuguesa durante os reinados de D. Manuel I e D. João III. Há incertezas sobre dados da sua biografia, como o local exato de nascimento e sua formação, mas sua importância literária…

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