A Megera Domada é uma comédia de William Shakespeare, geralmente datada entre 1590 e 1592. Só foi impressa no Primeiro Fólio, em 1623. A ação se passa em Pádua e gira em torno de duas irmãs, Catarina e Bianca, e dos homens que querem casar com elas.
Do que trata A Megera Domada
Batista, rico cidadão de Pádua, diz que Bianca, a mais nova, só se casará depois da mais velha. O problema é que Catarina, a “megera” do título, é conhecida em toda a cidade pela língua ferina, e ninguém a quer. Os pretendentes de Bianca (Grêmio, Hortênsio e o recém-chegado Lucêncio) precisam de alguém que aceite Catarina. Aparece Petrucchio, de Verona, em busca de uma noiva rica, e decide que vai domá-la.
Paralelamente corre a intriga de Bianca. Lucêncio se disfarça de professor de latim para se aproximar dela, e seu criado Trânio se faz passar por ele diante de Batista. Hortênsio também entra na casa disfarçado, como professor de música. A peça termina com uma aposta entre os três maridos sobre qual esposa obedece primeiro, e com um longo discurso de Catarina sobre os deveres da mulher.
A moldura de Cristóvão Sly e a leitura de hoje
Antes do primeiro ato há uma Introdução em duas cenas: o caldeireiro bêbado Cristóvão Sly é posto numa cama e levado a crer que é um lorde, e a comédia é encenada para ele. Nesta edição, Sly só volta a falar no fim da primeira cena do primeiro ato; depois disso a moldura não reaparece.
O final é a parte mais discutida. Quem lê hoje se divide entre ver ali uma sátira ao casamento da época e ver uma defesa da submissão da mulher; o texto permite as duas leituras. Outra comédia do autor no site é Muito Barulho por Nada; há mais textos na página de peças de Shakespeare em português.
Sobre esta edição
O arquivo é um PDF de 108 páginas, com a Introdução e os cinco atos. O arquivo indica que é uma versão para eBook da série Ridendo Castigat Mores, publicada no eBooksBrasil em junho de 2000, a partir de uma fonte digital de Nélson Jahr Garcia. Não nomeia o tradutor.

