O Mercador de Veneza (The Merchant of Venice) é uma peça de William Shakespeare, escrita provavelmente entre 1596 e 1598. A primeira edição impressa, em formato quarto, é de 1600. O site a classifica como comédia, embora boa parte da ação gire em torno de uma dívida que pode custar a vida de um homem.
Do que trata O Mercador de Veneza
Antônio, mercador de Veneza, começa a peça sem saber por que está triste. Seu amigo Bassânio precisa de dinheiro para cortejar Pórcia, uma herdeira rica de Belmonte. Antônio tem a fortuna em navios que ainda estão no mar e recorre ao judeu Shylock, a quem tinha insultado em público. Shylock empresta três mil ducados, por três meses, com uma cláusula: se a dívida não for paga no prazo, ele cortará uma libra de carne do corpo de Antônio. Em Belmonte, os pretendentes de Pórcia precisam escolher entre três cofres, de ouro, de prata e de chumbo.
Shylock e o final
O papel de Shylock é o que mais divide os leitores. Segundo o próprio Shylock, Antônio o chamou de cão e cuspiu nele, e ele responde com a fala “Os judeus não têm olhos?”, no terceiro ato. Mesmo assim, o desfecho o obriga a se converter ao cristianismo, o que incomoda muitos leitores de hoje numa comédia. O quinto ato, em Belmonte, é mais leve e gira em torno de uma disputa de maridos e mulheres por causa de anéis. Outras comédias de Shakespeare no site: Sonho de uma Noite de Verão e Muito Barulho por Nada. A lista completa está em peças de Shakespeare em português.
Sobre esta edição
O arquivo é um PDF de 143 páginas com a peça completa, em cinco atos e 20 cenas, mais lista de personagens e índice. A folha de rosto o identifica como edição “Ridendo Castigat Mores”, versão para eBook da eBooksBrasil, de agosto de 2000, com fonte digital em www.jahr.org. Nem a abertura nem o fecho citam o tradutor. A camada de texto do PDF está danificada: o arquivo se lê normalmente na tela, mas não é possível copiar ou buscar palavras com precisão.

