O Livro da Lei, em latim Liber AL vel Legis, é o texto que Aleister Crowley disse ter escrito no Cairo em 8, 9 e 10 de abril de 1904, uma hora por dia, ditado por um ser chamado Aiwass. É o texto sagrado central de Thelema. A primeira publicação é de 1909.
Como o texto é organizado
São três capítulos de versículos numerados, com 66, 79 e 75 versículos. Cada capítulo fala na voz de uma divindade. No primeiro fala Nuit, que se apresenta como “o Infinito Espaço e as Infinitas Estrelas”. No segundo, Hadit, “o complemento de Nu”. No terceiro, Ra-Hoor-Khuit, que se declara “um deus de Guerra e de Vingança”. O versículo 7 do primeiro capítulo diz que o texto “é revelado por Aiwass”, e o versículo 15 chama o sacerdote escolhido de “a Besta”.
Daqui vêm as frases mais citadas do livro: “Faze o que tu queres deverá ser o todo da Lei”, “Amor é a lei, amor sob vontade” e “Todo homem e toda mulher é uma estrela”. O primeiro capítulo também dá nome aos seguidores: “Quem nos chama Thelemitas não irá cometer erro”.
Uma leitura difícil
Boa parte do texto é hermética para quem não conhece os comentários de Crowley. Há charadas com números (“minha palavra é seis e cinqüenta”), instruções de ritual e versículos que o próprio livro diz esconderem mistérios. O tom muda muito de um capítulo a outro: o primeiro fala de amor, êxtase e estrelas; o terceiro manda escolher uma ilha, fortificá-la e “golpear os povos”.
Sobre esta edição
O arquivo é um PDF de 34 páginas. A folha de rosto está em latim (“Liber AL vel Legis sub figura CCXX”). Seguem os três capítulos e uma página final, “O Comentário”, assinada Ankh-f-n-khonsu, que declara proibido o estudo do livro e recomenda destruir a cópia depois da primeira leitura. A tradução para o português é de Marisol A. Seabra, de 1999. Não há introdução nem notas. O livro está no gênero Religião.

