Romeu e Julieta é uma tragédia de William Shakespeare, escrita entre 1591 e 1595 e publicada pela primeira vez em 1597. Conta a história de dois jovens de Verona, filhos de famílias inimigas, os Montecchios e os Capuletos, que se apaixonam numa festa, casam em segredo no dia seguinte e morrem poucos dias depois. Shakespeare partiu de histórias que já circulavam, entre elas um poema de Arthur Brooke publicado em 1562.
Do que trata Romeu e Julieta
A peça abre com um coro que resume tudo em poucas linhas: duas casas “iguais em dignidade”, um ódio antigo e um par “de amantes desditosos” cuja morte enterra a briga dos pais. Logo em seguida, criados das duas famílias brigam numa praça, e o príncipe Escalo avisa que quem voltar a perturbar a paz da cidade pagará com a vida.
Romeu, que no começo sofre por Rosalina, entra mascarado na festa dos Capuletos e se apaixona por Julieta, a filha da casa, que ainda não fez quatorze anos. Na mesma noite os dois trocam juras no jardim, e no dia seguinte frei Lourenço os casa em segredo. Horas depois, Tebaldo, primo de Julieta, mata Mercúcio, amigo de Romeu, e Romeu mata Tebaldo. O príncipe o expulsa de Verona.
Daí em diante tudo corre contra o casal. O pai de Julieta resolve casá-la com o conde Páris em poucos dias. Frei Lourenço lhe dá uma bebida que a fará parecer morta e escreve a Romeu contando o plano, mas a carta não chega. Romeu só recebe a notícia da morte, compra veneno e vai ao túmulo dos Capuletos.
Mercúcio, a ama e o frade
Boa parte da graça da peça está nos personagens em volta do casal. Mercúcio faz troça de tudo, descreve a Rainha Mab, “a parteira das fadas”, e, ferido de morte, pragueja: “A peste caia em vossas casas”. A ama fala sem parar, ajuda os namorados e, quando a situação aperta, aconselha Julieta a esquecer Romeu e aceitar Páris. Frei Lourenço casa os dois esperando acabar com o ódio das famílias, e é ele quem avisa que “Essas violentas alegrias têm fim também violento”.
A trama depende muito do acaso: a lista de convidados cai nas mãos de Romeu porque o criado não sabe ler, e a carta do frade fica retida porque o mensageiro é tomado por portador da peste. Quem procura verossimilhança pode achar as coincidências excessivas. A cena do jardim, em que Julieta pergunta da janela “Romeu, Romeu! Ah! por que és tu Romeu?”, está no ato II, cena II.
Sobre esta edição
O arquivo é um PDF de 173 páginas, da coleção Ridendo Castigat Mores, em versão para e-book do eBooksBrasil, datada de julho de 2000. Traz o índice, a lista de personagens, os dois prólogos do coro e os cinco atos, com 24 cenas. O arquivo não informa quem fez a tradução. Os nomes seguem a forma italiana: Montecchio, Mercúcio, Tebaldo, Benvólio. As falas estão impressas em linhas corridas, como prosa, mesmo quando rimam: o prólogo rima “dignidade” com “inimizade” e “dirão” com “irmão”.
O texto deste PDF não pode ser pesquisado nem copiado. Por causa da forma como o arquivo foi gerado, as letras aparecem na tela, mas o computador não as reconhece como texto: quem tentar copiar um trecho recebe apenas símbolos. Para citar a peça, é preciso digitar as passagens.
A última página proíbe qualquer uso comercial. Shakespeare morreu em 1616, e a peça está em domínio público. Outras peças do autor no site: Hamlet, Otelo e Sonho de uma Noite de Verão.

