“Phileas Fogg, um cavalheiro inglês de hábitos extremamente metódicos e precisos, vive uma vida solitária e previsível em Londres. Sua rotina é rigidamente controlada, e ele se dedica principalmente à leitura de jornais e ao seu clube, o Reform Club. É neste ambiente que ele se envolve em uma discussão sobre a possibilidade de dar a volta ao mundo em tempo recorde.
Após uma acalorada conversa com seus colegas do clube, Fogg aposta uma quantia considerável – vinte mil libras – de que é possível completar a circunavegação do globo em exatos oitenta dias. Sem hesitação, ele decide partir imediatamente, levando consigo apenas uma pequena mala e seu recém-contratado, o impulsivo e fiel valet francês Jean Passepartout.
A jornada começa com um ritmo frenético. Contudo, mal sabiam eles que seriam perseguidos de perto por um detetive de Scotland Yard, o Sr. Fix. Fix acredita firmemente que Phileas Fogg é o responsável por um recente roubo a banco no Banco da Inglaterra e vê a viagem como uma fuga elaborada. Ele fará de tudo para deter Fogg em solo britânico ou colonial para prendê-lo.
A viagem os leva por diversos pontos exóticos. No Egito, Fix consegue emitir um mandado de prisão que, por burocracia, não pode ser executado. Na Índia, Fogg e Passepartout salvam a bela viúva Aouda de um sacrifício ritualístico, desafiando costumes locais e adicionando uma companheira inesperada à sua jornada.
Os obstáculos não param de surgir. Aouda se junta ao grupo, e a cada etapa, eles enfrentam imprevistos que testam a paciência de Fogg e a ingenuidade de Passepartout. O valet, com sua curiosidade e impulsividade, muitas vezes se mete em apuros, seja perdendo um sapato ou causando atrasos inadvertidos.
Passando por Singapura, Hong Kong e Japão, o grupo luta contra o tempo, utilizando todos os meios de transporte disponíveis: trens, navios a vapor, elefantes e até mesmo um trenó à vela. A travessia do Oceano Pacífico é uma corrida contra o relógio, e ao chegarem à América, eles enfrentam tribos indígenas e assaltos a trens.
Fix nunca desiste. Ele tenta constantemente atrasar Fogg, esperando que um mandado de prisão válido o alcance. Em Nova Iorque, por exemplo, ele quase consegue prender Fogg, mas o cavalheiro inglês, com sua frieza calculista, sempre encontra uma saída para seguir em frente.
A última etapa da viagem, a travessia do Atlântico de volta para Londres, é a mais tensa. Eles usam um navio a vapor adaptado para queimar madeira em vez de carvão, e Fogg se mostra disposto a gastar tudo o que tem para não perder a aposta. Chegam a Londres, mas Fogg acredita que perdeu a aposta por apenas alguns minutos.
Com a aposta aparentemente perdida e sua fortuna em jogo, Fogg e Aouda retornam à sua casa, desiludidos. Passepartout, porém, descobre um detalhe crucial: ao cruzar a Linha Internacional da Data em direção ao leste, eles ganharam um dia. Na verdade, eles chegaram um dia antes do previsto.
Phileas Fogg, com sua precisão infalível, prova que a aposta foi ganha. Mais do que o dinheiro, ele encontra algo muito mais valioso: o amor de Aouda e a amizade de Passepartout. A aventura, inicialmente motivada pela lógica e pela aposta, transforma-o, mostrando que o imprevisto e o afeto podem ser tão importantes quanto a pontualidade.”



