Publicado em 1848, A Dama das Camélias de Alexandre Dumas Filho é um dos romances mais conhecidos do século XIX, inspirado em sua própria relação com a cortesã Marie Duplessis. A história acompanha o amor intenso entre Armand Duval e Marguerite Gautier, uma cortesã parisiense que se torna símbolo de paixão, sacrifício e tragédia. Desde o início, o romance revela um destino marcado pela doença e pelas convenções sociais que impedem a realização plena desse amor.
A narrativa explora os contrastes entre a vida luxuosa de Marguerite, sustentada por admiradores ricos, e a busca por um afeto verdadeiro, representado por Armand. O relacionamento dos dois desafia normas e preconceitos, mas acaba sendo atravessado pela pressão social, pelo orgulho e pelas dificuldades financeiras. Nesse conflito, Dumas Filho constrói uma reflexão sobre a fragilidade das relações em um mundo governado pela aparência e pelo julgamento moral.
Com estilo envolvente e forte carga emocional, o romance tornou-se referência na literatura romântica e naturalista, influenciando adaptações no teatro, no cinema e na ópera, como La Traviata de Giuseppe Verdi. A Dama das Camélias permanece como uma obra atemporal, que emociona ao expor a luta entre amor e convenção social, vida e morte, entrega e renúncia.