Capa do livro O Cemitério dos Vivos
Romance · Português · Domínio público

O Cemitério dos Vivos

por Afonso Henriques de Lima Barreto

5,0 · 5.620 avaliações
Publicação 1953
Gênero Romance
Idioma Português
Domínio público Sem cadastro Obra completa
Baixado 146 vezes no site e no app

Sobre o livro

O Cemitério dos Vivos é um livro inacabado de Lima Barreto, publicado em 1953, mais de trinta anos depois da morte do autor, em 1922. Nasceu da segunda internação de Lima Barreto no Hospício Nacional dos Alienados, no Rio de Janeiro, entre o fim de 1919 e o começo de 1920. O que existe dele são papéis soltos: notas escritas dentro do hospício e partes de um romance que ele não terminou.

Do que trata O Cemitério dos Vivos

A primeira parte é um diário em primeira pessoa, em dez capítulos, que começa em 4 de janeiro de 1920. O autor conta como chegou ao hospício levado pela polícia, descreve o pavilhão de observação, as seções Pinel e Calmeil, os médicos, os guardas e os outros internados, e explica que o álcool e as dificuldades de dinheiro o levam ao delírio. O último capítulo dessa parte, “Sem data”, é uma coleção de lembretes e anotações breves.

A segunda parte, “Fragmentos”, tem dois capítulos e é o romance propriamente dito. O narrador agora é Vicente Mascarenhas, funcionário público com ambições intelectuais, que conta seu casamento com Efigênia, a morte dela e a vida que o levou ao manicômio. Boa parte do material da primeira parte volta aqui, reescrito como ficção: a entrada no hospício, os companheiros de seção, a biblioteca desfalcada, os guardas.

Como o livro lê o hospício

Lima Barreto não trata a loucura como assunto de especialista. Ele descreve o que viu: o carro-forte da polícia, a roupa que não serve, os cigarros que valem como moeda, os internados que não falam e os que não param de falar. Critica a ideia de que a hereditariedade explique tudo e desconfia da certeza dos médicos. A comparação que dá título ao livro aparece na segunda parte, quando o narrador vê os quartos cheios de homens mudos e lembra um cemitério de vivos que teria existido em Cantão, na China.

O texto tem a marca de um rascunho. Capítulos terminam sem acabamento, trechos repetem informações e as anotações do capítulo final são só apontamentos. Quem procura um romance fechado não vai encontrá-lo.

Sobre esta edição

O arquivo desta página foi refeito em formato A5, com 197 páginas, a partir do texto de O Cemitério dos Vivos no Wikisource em português. Reúne as duas partes na ordem da fonte: a Primeira Parte, com os capítulos I a X, e a Segunda Parte (Fragmentos), com os capítulos I e II. A ortografia e a pontuação do texto-fonte foram mantidas, inclusive grafias antigas como “idéias” e “freqüência”. A edição de referência indicada no Wikisource é a Enciclopédia de literatura brasileira, de Afrânio Coutinho e J. Galante de Sousa (Global, Fundação Biblioteca Nacional e Academia Brasileira de Letras, 2001). A transcrição do Wikisource está sob licença CC BY-SA 4.0, e o crédito consta na última página. O site tem também Diário Íntimo, que é outro livro, e O Triste Fim de Policarpo Quaresma.

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O Cemitério dos Vivos, de Afonso Henriques de Lima Barreto, está em domínio público: você pode baixar a obra completa gratuitamente, sem cadastro, e ler em qualquer dispositivo. Se preferir a edição impressa, também indicamos onde comprar.

Domínio público Sem cadastro Obra completa
Baixado 146 vezes no site e no app

Ficha técnica

Título
O Cemitério dos Vivos
Autor
Afonso Henriques de Lima Barreto
Ano de publicação
1953
Gênero
Romance
Idioma
Português
Formato
PDF e EPUB
Licença
Domínio público

Perguntas frequentes sobre O Cemitério dos Vivos

O Cemitério dos Vivos está completo?

Não. A segunda parte se chama "Fragmentos" no próprio texto, e o autor não deixou o romance terminado. O arquivo termina no meio de uma cena, com dois internados discutindo na seção Calmeil.

O Diário do Hospício faz parte deste arquivo?

Em parte. A Primeira Parte tem a forma de diário, com notas escritas no hospício a partir de 4 de janeiro de 1920, e o Wikisource a organiza como parte de O Cemitério dos Vivos. O texto do arquivo não usa o título Diário do Hospício.

Vicente Mascarenhas é o próprio Lima Barreto?

O texto não diz isso. Na primeira parte, as notas são em primeira pessoa e citam nomes de médicos e de conhecidos. Na segunda, o narrador é Vicente Mascarenhas, que tem mulher, filho e sogra, passa pelo mesmo hospício e vê o mesmo tipo de internado. Os dois relatos se parecem muito, e o texto não faz a ligação.

Quem escreveu O Cemitério dos Vivos?

O Cemitério dos Vivos é uma obra de Afonso Henriques de Lima Barreto (1881–1922).

Qual é o ano de publicação de O Cemitério dos Vivos?

A primeira publicação de O Cemitério dos Vivos é de 1953.

O Cemitério dos Vivos está em domínio público?

Sim. A obra está em domínio público, então você pode baixar, ler e compartilhar de graça e dentro da lei.

Como baixar O Cemitério dos Vivos em PDF ou EPUB?

Clique em "Baixar grátis" nesta página e escolha o formato. O PDF abre no navegador e é bom para computador e impressão; o EPUB é para celular e leitores digitais como Kindle, Kobo e Apple Livros. Sem cadastro.

Onde encontro um resumo de O Cemitério dos Vivos?

O resumo de O Cemitério dos Vivos está aqui no site e conta o enredo do começo ao fim.

Como citar O Cemitério dos Vivos (ABNT)

LIMA BARRETO, Afonso Henriques de. O Cemitério dos Vivos. [S. l.]: Livros Domínio Público, 2025. E-book. Disponível em: https://livrosdominiopublico.com.br/o-cemiterio-dos-vivos/. Acesso em: 4 nov. 2026.

Sobre o autor

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Foto de Afonso Henriques de Lima Barreto

Afonso Henriques de Lima Barreto

1881–1922 Rio de Janeiro (RJ), Brasil 18 obras

Afonso Henriques de Lima Barreto (1881–1922) foi um dos mais importantes escritores brasileiros do início do século XX. Nascido no Rio de Janeiro, destacou-se como romancista, contista, cronista e jornalista, sendo reconhecido por sua escrita crítica e engajada, que denunciava as desigualdades sociais, o racismo estrutural e a hipocrisia das elites brasileiras. Sua trajetória pessoal, marcada por dificuldades financeiras e…

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