Auto da Feira é uma das obras mais conhecidas de Gil Vicente, o pai do teatro português. Escrita no início do século XVI, essa peça reflete o cotidiano das feiras medievais e a dinâmica social da época. Através de um tom satírico, o autor utiliza o palco para observar os costumes e os vícios da sociedade portuguesa de então.
A peça se destaca por sua estrutura de autos, onde personagens que representam diferentes classes sociais e tipos humanos interagem de forma direta e muitas vezes cômica. Gil Vicente consegue misturar o sagrado e o profano, criando um espetáculo que serve tanto para o entretenimento quanto para a crítica social ácida que era sua marca registrada.
O texto funciona como um retrato vivo de um período de transição, mostrando a importância das trocas comerciais e a presença constante da religiosidade na vida das pessoas. É uma obra fundamental para entender a literatura clássica de língua portuguesa e a formação do teatro de costumes.

