Capa do livro Memórias Póstumas de Brás Cubas
Romance · Português · Domínio público

Memórias Póstumas de Brás Cubas

por Machado de Assis

4,2 · 34.809 avaliações
Publicação 1881
Gênero Romance
Idioma Português
Domínio público Sem cadastro Obra completa
Baixado 448 vezes

Sobre o livro

Memórias Póstumas de Brás Cubas é um romance de Machado de Assis. Saiu primeiro em folhetim na Revista Brasileira, de março a dezembro de 1880, e em livro em 1881. Costuma ser apontado como o livro que deu início ao Realismo no Brasil. Quem conta a história é o próprio Brás Cubas, já morto, que avisa no primeiro capítulo: “eu não sou propriamente um autor defunto, mas um defunto autor”.

Do que trata Memórias Póstumas de Brás Cubas

O livro começa pelo fim. Brás morre numa sexta-feira de agosto de 1869, na chácara de Catumbi, aos 64 anos, solteiro, de uma pneumonia que apanhou enquanto preparava um “emplasto anti-hipocondríaco” com o seu nome. Depois volta ao nascimento, em 1805, e conta a vida em ordem: o menino que chamavam de “menino diabo”, a paixão pela espanhola Marcela (“Marcela amou-me durante quinze meses e onze contos de réis”), o diploma em Coimbra, o namoro abandonado com Eugênia, que era coxa, e o caso de muitos anos com Virgília, mulher do político Lobo Neves.

Não há grandes acontecimentos. Brás herda dinheiro, nunca precisa trabalhar, chega a deputado, perde a cadeira, funda um jornal que dura pouco. O que prende é o jeito de contar.

Um narrador que conversa com o leitor

São 160 capítulos, muitos de meia página. Brás interrompe a história para falar com o leitor, comentar o próprio livro e filosofar. Alguns capítulos são quase só pontuação: em “O velho diálogo de Adão e Eva”, a conversa entre Brás e Virgília aparece como nomes seguidos de reticências e exclamações, e “De como não fui ministro d’Estado” é uma fileira de pontos. Na nota “Ao leitor”, ele diz ter adotado “a forma livre de um Sterne, ou de um Xavier de Maistre” e ter escrito “com a pena da galhofa e a tinta da melancolia”.

Quem procura enredo pode se cansar das digressões, e parte das piadas depende de referências (Stendhal, Hamlet, Pangloss) que hoje pedem nota de rodapé.

É neste livro que aparece pela primeira vez Quincas Borba, colega de colégio de Brás que ressurge como mendigo, lhe furta o relógio e depois inventa uma filosofia, o Humanitismo. Machado voltou ao personagem em Quincas Borba. Com Dom Casmurro, os dois romances formam o que se costuma chamar de trilogia realista do autor.

Sobre esta edição

O arquivo é um PDF de 99 páginas; a primeira página traz os nomes do Ministério da Cultura, da Fundação Biblioteca Nacional e do Departamento Nacional do Livro. Tem a dedicatória (“Ao verme que primeiro roeu as frias carnes do meu cadáver”), a nota “Ao leitor” e os 160 capítulos: é o romance completo. Alguns títulos de capítulo têm pequenos erros de digitação. Machado de Assis morreu em 1908, e a obra está em domínio público no Brasil.

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Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, está em domínio público: você pode baixar a obra completa gratuitamente, sem cadastro, e ler em qualquer dispositivo. Se preferir a edição impressa, também indicamos onde comprar.

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Ficha técnica

Título
Memórias Póstumas de Brás Cubas
Autor
Machado de Assis
Ano de publicação
1881
Gênero
Romance
Idioma
Português
Formato
PDF
Licença
Domínio público

Perguntas frequentes sobre Memórias Póstumas de Brás Cubas

O que é o emplasto Brás Cubas?

Um remédio que Brás inventa no fim da vida, "destinado a aliviar a nossa melancólica humanidade". Ele confessa que o que mais queria era ver as palavras "Emplasto Brás Cubas" impressas nos jornais e nas caixinhas do remédio. Enquanto trabalhava na invenção, pegou uma corrente de ar, não se tratou e morreu de pneumonia. Por isso diz que foi o emplasto, e não a doença, que o matou. A invenção, nas palavras dele, "morreu comigo".

Quem é Virgília?

É a moça com quem o pai de Brás queria casá-lo, filha do conselheiro Dutra. Ela prefere Lobo Neves, que fica também com a candidatura a deputado planejada para Brás. Anos depois, já casada, vira amante dele; os encontros acontecem numa casinha na Gamboa, sob a guarda de Dona Plácida. É ela a senhora de 54 anos que aparece à porta do quarto quando Brás está morrendo.

Como termina o livro?

Nos últimos capítulos Brás vê Marcela morrer num hospital, reencontra Eugênia na miséria de um cortiço e assiste à loucura e à morte de Quincas Borba. O capítulo final, "Das negativas", lista o que ele não fez: não alcançou a celebridade do emplasto, não foi ministro, não casou. E termina com "um pequeno saldo": "Não tive filhos, não transmiti a nenhuma criatura o legado da nossa miséria."

Quem escreveu Memórias Póstumas de Brás Cubas?

Memórias Póstumas de Brás Cubas é uma obra de Machado de Assis (1839 - 1908).

Qual é o ano de publicação de Memórias Póstumas de Brás Cubas?

A primeira publicação de Memórias Póstumas de Brás Cubas é de 1881.

Memórias Póstumas de Brás Cubas está em domínio público?

Sim. A obra está em domínio público, então você pode baixar, ler e compartilhar de graça e dentro da lei.

Como baixar Memórias Póstumas de Brás Cubas em PDF?

Clique em "Baixar grátis" nesta página. O arquivo é um PDF e o download começa na hora, sem cadastro.

Onde encontro um resumo de Memórias Póstumas de Brás Cubas?

O resumo de Memórias Póstumas de Brás Cubas está aqui no site e conta o enredo do começo ao fim.

Como citar Memórias Póstumas de Brás Cubas (ABNT)

ASSIS, Machado de. Memórias Póstumas de Brás Cubas. [S. l.]: Livros Domínio Público, 2026. E-book. Disponível em: https://livrosdominiopublico.com.br/memorias-postumas-de-bras-cubas/. Acesso em: 17 out. 2026.

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Machado de Assis

1839 - 1908 Rio de Janeiro, Brasil 176 obras

Machado de Assis, nascido Joaquim Maria Machado de Assis em 21 de junho de 1839, no Rio de Janeiro, é considerado um dos maiores escritores da literatura brasileira. Filho de um pintor mulato e de uma lavadeira açoriana, cresceu em condições humildes e foi praticamente autodidata, aprendendo francês e outros idiomas por conta própria. Desde jovem, trabalhou como tipógrafo, revisor…

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