Resumo da Obra

Cândido é um jovem ingênuo e de bom coração, criado no castelo do Barão Thunder-ten-tronckh, na Vestfália. Seu preceptor, o doutor Pangloss, ensinava-lhe a filosofia do otimismo, afirmando que viviam "no melhor dos mundos possíveis" e que tudo, por pior que parecesse, contribuía para um bem maior. Essa visão ingênua moldava a percepção de mundo do rapaz. Um beijo inocente trocado com Cunegundes, a filha do Barão, resulta na sua expulsão violenta do castelo. A partir daí, Cândido é lançado em uma série de desventuras inimagináveis. Ele é recrutado à força pelo exército búlgaro, testemunha e participa de atrocidades da guerra, e foge em busca de um refúgio e de sua amada. Em Portugal, Cândido reencontra Pangloss, que milagrosamente sobreviveu, e juntos testemunham o devastador terremoto de Lisboa. Enquanto milhares morrem, Pangloss continua a defender sua filosofia otimista, mesmo diante de tanta destruição e sofrimento, o que irrita e confunde Cândido. Ambos são punidos pela Inquisição, exemplificando a hipocrisia religiosa. Surpreendentemente, Cândido encontra Cunegundes, que também sobreviveu a inúmeras violências e tragédias, e agora é concubina de um judeu e um Inquisidor. Após uma série de eventos dramáticos, incluindo assassinatos e fugas, os três (Cândido, Cunegundes e uma velha que os acompanha) partem para o Novo Mundo em busca de fortuna e paz. Na América do Sul, a jornada os leva ao mítico Eldorado, um lugar utópico onde não existe a guerra, a pobreza ou a injustiça, e o ouro é tão abundante que não possui valor. Cândido e seus companheiros são tratados com grande hospitalidade, mas, apesar da aparente perfeição, decidem partir, levando consigo algumas riquezas, motivados pela busca por Cunegundes e o desejo de usar a fortuna para sua felicidade. Contudo, a saída de Eldorado marca o retorno à crueldade do mundo real. As riquezas obtidas são rapidamente roubadas ou perdidas devido à malícia humana. Cândido é traído e enganado repetidamente, perdendo seus servos e grande parte de sua fortuna, enquanto continua a se chocar com a maldade e a ingratidão das pessoas. No caminho, Cândido adquire um novo companheiro de viagem, Martin, um erudito maniqueísta que acredita que o mal prevalece sobre o bem no mundo. As discussões filosóficas entre Cândido e Martin refletem o crescente ceticismo de Cândido em relação ao otimismo de Pangloss, que é constantemente desmentido pela realidade. A jornada os leva por diversas cidades europeias, onde Cândido testemunha a hipocrisia social, a corrupção da justiça, a superficialidade dos ricos e a miséria dos pobres. Cada reencontro com figuras do passado, como Pangloss e o irmão de Cunegundes, revela novas camadas de sofrimento e desesperança, reforçando a ideia de que o mundo está longe de ser o "melhor possível". Finalmente, em Constantinopla, Cândido reencontra Pangloss, Cunegundes (agora envelhecida e feia, mas ainda por quem ele se sente responsável) e outros personagens que julgava perdidos. Todos estão empobrecidos, desiludidos e marcados pelas agruras da vida. Eles se reúnem e adquirem uma pequena fazenda. Após tanta especulação filosófica e sofrimento, Cândido conclui que a melhor forma de viver é parar de filosofar sobre o sentido do universo e, em vez disso, dedicar-se ao trabalho prático e útil. A famosa frase "Il faut cultiver notre jardin" (É preciso cultivar nossa horta) se torna o lema, sugerindo que a felicidade e a paz são encontradas na ação e no cuidado do próprio entorno, em vez de na busca por explicações metafísicas para o mal.

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