O juiz é um romance de Rilvan Batista de Santana que coloca no centro uma figura carregada de símbolo: aquela a quem cabe decidir sobre a vida dos outros. O título anuncia desde logo o terreno da narrativa, que é o da justiça e das suas fronteiras humanas.
Consciência, culpa e a distância entre a lei escrita e o senso do que é certo formam o núcleo temático. Há também a pergunta que a literatura costuma fazer diante de qualquer tribunal: quem julga o julgador, e o que acontece quando a certeza começa a rachar por dentro.
A escrita é direta e de fôlego curto, preocupada em manter o leitor próximo do dilema em vez de dissolvê-lo em explicações. Interessa a quem gosta de ficção de fundo moral, em que a trama existe sobretudo para pôr à prova uma consciência, e a quem prefere personagens medidos pelas suas decisões.
