Prosopopéia, escrita por Bento Teixeira, é uma obra representativa do Barroco brasileiro do século XVII. Embora seja frequentemente classificada como poema, costuma ser publicada em coletâneas e antologias, por isso pode ser referida como “livro” em contextos editoriais. Bento Teixeira, autor também conhecido por seu épico “Prosopopéia” e pela célebre obra “Barroco”, traz nesta peça uma reflexão sobre a condição humana, a passagem do tempo e a inevitabilidade da morte.
O texto destaca-se pelo uso intenso de figuras de linguagem típicas do Barroco, como a antítese, o hipérbato e a metáfora, construindo um cenário de contraste entre o efêmero e o eterno. A linguagem, rica em imagens sensoriais, convida o leitor a mergulhar em um universo onde o discurso moralizante se mescla com a contemplação estética.
Ao longo da obra, Bento Teixeira faz uso da prosopopeia — a atribuição de voz a entes inanimados ou ausentes — como recurso central, permitindo que objetos e elementos da natureza “falem” sobre a sorte dos homens. Essa técnica fortalece a mensagem de que tudo na criação está sujeito ao mesmo destino, reforçando a ideia de transitoriedade que permeia o Barroco.

