Resumo da Obra

A Comédia dos Erros, de William Shakespeare, nos transporta para uma trama hilária e complexa de identidades trocadas. A história começa com Egeão, um comerciante de Siracusa, que chega a Éfeso e é condenado à morte por violar as leis da cidade. Ele narra sua triste história: há muitos anos, em um naufrágio, perdeu a esposa, Emília, e um dos pares de filhos gêmeos, ambos chamados Antífolo, e seus respectivos criados gêmeos, ambos chamados Dromio. Restaram-lhe apenas um Antífolo e um Dromio, que mais tarde partiram em busca de seus irmãos perdidos. Enquanto Egeão aguarda sua execução, a cidade de Éfeso já é palco de uma confusão inimaginável. Desconhecido para ele, sua esposa Emília sobreviveu e se tornou uma Abadessa em Éfeso, e o outro par de filhos gêmeos, Antífolo de Éfeso e Dromio de Éfeso, cresceu ali, tornando-se cidadãos respeitados, embora um tanto excêntricos devido às suas estranhas experiências. É nesse cenário de enganos preexistentes que Antífolo de Siracusa e seu servo Dromio de Siracusa chegam a Éfeso, também em busca de seus irmãos. Eles são completamente ignorantes da existência de seus sósias na cidade, o que, naturalmente, prepara o palco para uma série de desentendimentos e situações absurdas. A confusão começa quase imediatamente. Dromio de Siracusa é confundido pela esposa de Antífolo de Éfeso, Adriana, que o repreende por supostamente ter demorado a voltar para casa. Sem entender nada, ele tenta negar, mas é forçado a acompanhar Adriana até sua casa para um jantar, onde Antífolo de Siracusa é recebido como marido dela. Enquanto isso, o verdadeiro Antífolo de Éfeso, acompanhado de seu Dromio, retorna para sua casa e encontra as portas trancadas. Sua esposa, Adriana, e a irmã dela, Luciana, insistem que ele e seu servo já estão lá dentro jantando. Irritado e humilhado publicamente, Antífolo de Éfeso é impedido de entrar em sua própria residência, aumentando sua fúria e a perplexidade dos transeuntes. A situação se agrava com um colar de ouro. Antífolo de Éfeso havia encomendado uma joia a Angelo, o ourives. Mais tarde, ele encontra Antífolo de Siracusa e, confundindo-o com seu irmão, entrega o colar a ele, esperando o pagamento. Contudo, Angelo exige o pagamento do Antífolo errado, que, claro, se recusa a pagar por algo que não encomendou, gerando mais acusações e mal-entendidos. No meio de toda essa bagunça, Antífolo de Siracusa, encantado pela beleza de Luciana, irmã de Adriana, começa a cortejá-la, pensando que ela é solteira. Luciana, por sua vez, fica chocada com o que ela considera uma atitude imprópria do "marido" de sua irmã, pois ele estaria se declarando para ela. Isso adiciona uma camada de romance proibido e mais confusão à trama. As constantes trocas de identidade levam a acusações de loucura. Adriana acredita que seu marido enlouqueceu, e Antífolo de Éfeso, por sua vez, começa a duvidar de sua própria sanidade. Tentativas de amarrá-lo, exorcizá-lo e curá-lo são feitas, enquanto os Dromios também sofrem as consequências das pancadas e ordens conflitantes. A tensão atinge o auge quando Antífolo de Éfeso, já desesperado, busca refúgio em um priorado para escapar da fúria de sua esposa e dos credores. A Abadessa do priorado, Emília, emerge e decide proteger o fugitivo. É neste momento crucial que ela se depara com Egeão, o homem condenado que ela um dia amou, e com os dois pares de gêmeos, percebendo a extraordinária coincidência. Finalmente, no priorado, todos os personagens se reúnem. As identidades são reveladas: Egeão encontra sua esposa Emília, e os dois pares de irmãos Antífolo e Dromio finalmente se reencontram. A história de Egeão é perdoada, e todas as confusões e brigas se dissipam em um final feliz e harmonioso, celebrando a família e a resolução de décadas de separação e enganos cômicos.

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