Casa de Pensão, de Aluísio Azevedo, é um romance naturalista publicado em 1884. A obra retrata o cotidiano de uma pensão no Rio de Janeiro, expondo as contradições e as hipocrisias da sociedade urbana da época. A narrativa se destaca pelo olhar crítico do autor sobre a moral, a religião e as relações de poder presentes nos ambientes domésticos.
A história se desenvolve em torno de personagens recorrentes à pensão, como a senhora Piraí, a esposa de um médico ambicioso, e o jovem estudante que busca ascensão social. Cada personagem traz consigo um conjunto de desejos, medos e estratégias de sobrevivência, que se entrecruzam e revelam as tensões de uma cidade em transformação.
A linguagem de Azevedo é direta e carregada de detalhes que permitem ao leitor visualizar com clareza o ambiente sujo, o barulho constante e as conversas sussurradas nos corredores. O romance, ao mesmo tempo intimista e crítico, oferece um panorama da vida urbana no final do século XIX, marcando o autor como um dos principais representantes do Naturalismo brasileiro.


