Dom Quixote de La Mancha é o romance de Miguel de Cervantes Saavedra sobre um fidalgo pobre que, de tanto ler livros de cavalaria, perde o juízo e sai pelo mundo como cavaleiro andante. A obra saiu em duas partes, a primeira em 1605 e a segunda em 1615. O arquivo desta página traz apenas a primeira parte.
Do que trata a primeira parte
O fidalgo vive num lugar da Mancha com uma ama de mais de quarenta anos e uma sobrinha de menos de vinte. Vende terras para comprar livros de cavalaria e lê noite e dia, até que “se lhe secou o cérebro”. Limpa as armas dos bisavós, chama o cavalo de Rocinante e a si mesmo de D. Quixote de la Mancha, e escolhe como dama uma lavradora da vizinhança, Aldonça Lourenço, a quem dá o nome de Dulcinéia del Toboso.
São duas saídas. Na primeira ele vai sozinho, é armado cavaleiro pelo dono de uma venda que toma por castelo e volta para casa moído de pancadas. Na segunda leva como escudeiro o lavrador Sancho Pança, a quem promete o governo de uma ilha. Daí vêm os episódios mais conhecidos: os moinhos de vento que ele ataca como gigantes, os rebanhos de ovelhas que toma por exércitos, a bacia de barbeiro que vira o elmo de Mambrino, os condenados às galés que ele solta e que o apedrejam.
Histórias dentro da história
A partir da fuga para a Serra Morena, o livro abre muito espaço para casos de outros personagens: Cardênio e Lucinda, Dorotéia e D. Fernando, o capitão que fugiu do cativeiro em Argel com a moura Zoraida, e a “novela do curioso impertinente”, que o cura lê em voz alta numa estalagem. Quem abre o livro atrás de Quixote e Sancho pode achar esses capítulos longos demais: em alguns, o cavaleiro quase some. No capítulo IX, o narrador passa a seguir um manuscrito árabe de Cid Hamete Benengeli, achado em Toledo.
Sobre esta edição
O arquivo é um PDF de 308 páginas, da eBooksBrasil (2005), feito a partir da edição dos Clássicos Jackson. A tradução é creditada ao Conde de Azevedo e a António Feliciano de Castilho. A nota do editor explica que edições anteriores davam o crédito só a Castilho, embora ao Conde de Azevedo tenha cabido, “tudo indica”, a maior parte do trabalho. A ortografia segue o padrão brasileiro, com o vocabulário antigo mantido.
Antes do romance vêm os textos de abertura da edição de 1605, como a dedicatória ao Duque de Béjar e o prólogo, e dois ensaios, de Teotonio Simões e de Rudolf Rocker. Depois vêm os 52 capítulos, divididos em quatro livros. A segunda parte está no site, na mesma tradução, na página Don Quixote. Vol. 2.

