Juca-Pirama é um poema de Antônio Gonçalves Dias, publicado nos Últimos Cantos, e talvez a realização máxima do indianismo romântico brasileiro. Em dez cantos de metrificação variada e musicalidade célebre, o poeta narra o drama de um jovem guerreiro tupi aprisionado pelos timbiras, cujo nome ritual significa aquele que há de ser morto e é digno de sê-lo.
Prestes a morrer com honra no ritual antropofágico, o guerreiro chora, não por medo, mas pelo pai velho e cego que dele depende. Entre o dever filial e a glória guerreira, o poema constrói um dos conflitos mais intensos de nossa poesia, coroado pela terrível maldição paterna e pela prova final de coragem.
Com versos que gerações de brasileiros sabem de cor, como o famoso canto de morte, é obra essencial para conhecer o Romantismo e a idealização heroica do indígena. Uma leitura vibrante, sonora, feita para ser dita em voz alta.
