Resumo de Juca-Pirama
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Resumo da obra
O poema se abre na taba dos timbiras, onde um jovem guerreiro tupi, capturado, aguarda o ritual que lhe dará morte honrosa. Diante de seus captores, ele entoa o canto de morte, proclamando com orgulho sua linhagem: é filho de tupi, de nação valente e destemida. Mas, ao pedir a palavra, o prisioneiro chora: não teme morrer, e sim deixar ao desamparo o pai velho, cego e faminto que dele depende. Os timbiras, desprezando o pranto, libertam-no: guerreiro que chora não é digno do sacrifício nem do banquete ritual. O jovem retorna ao pai, mas o ancião, ao saber que o filho chorou diante do inimigo, cobre-o com uma das maldições mais terríveis da poesia brasileira. Conduzido de volta à taba, o velho devolve o filho aos timbiras, preferindo vê-lo morto com honra a vivo na vergonha. O rapaz então se lança sozinho contra a tribo inteira, lutando com fúria tamanha que prova, pelas armas, o valor que o pranto parecia negar. O chefe timbira interrompe o combate e reconhece a bravura do tupi: aquele choro era amor filial, não covardia. Pai e filho se reconciliam em cena de intensa emoção, e a honra do guerreiro sai restaurada e engrandecida. Um velho timbira, testemunha dos feitos, encerra o poema contando a história às novas gerações: assim nascem as lendas. Fica no leitor a vibração dos versos e a beleza trágica de um herói dividido entre os dois deveres mais sagrados: o sangue e a glória.
