Rei Édipo é uma tragédia de Sófocles encenada em Atenas por volta de 429 a.C., data incerta. A peça se passa em um único dia, diante do palácio de Édipo, em Tebas, e é feita quase toda de conversas: o rei interroga um por um os que podem dizer quem matou o rei anterior, Laio, e a investigação acaba apontando para ele mesmo.
Do que trata Rei Édipo
Tebas sofre uma peste. Os suplicantes pedem ajuda a Édipo, que já tinha livrado a cidade da Esfinge. O oráculo de Apolo manda descobrir e punir o assassino de Laio. Édipo promete encontrá-lo, chama o vidente Tirésias, ouve dele que o culpado é o próprio rei, discute com o cunhado Creonte e com a esposa Jocasta, e vai juntando pistas: a encruzilhada onde Laio morreu, o oráculo que Édipo recebeu em Corinto, a notícia da morte do rei Políbio, o pastor que entregou uma criança com os pés furados.
A peça é construída como uma investigação em que cada interrogatório traz uma pista e todas levam a Édipo. O ponto fraco, para quem lê hoje, é que a solução depende de coincidências: o servo sobrevivente é o mesmo pastor que entregou o bebê, e o mensageiro de Corinto chega no momento exato. Dentro da convenção da tragédia, isso funciona como destino, não como falha.
Sobre esta edição
O arquivo é um PDF de 74 páginas com a peça inteira, da lista de personagens até a fala final do corifeu. O texto está em português e não divide a peça em atos: alterna as falas dos personagens com as do coro dos anciãos de Tebas. Os deuses aparecem com nomes romanos em alguns trechos (Júpiter, Minerva, Diana) e há marcas de nota de rodapé no meio do texto sem as notas correspondentes. O arquivo não informa quem traduziu. Para comparar com outras tragédias do acervo, veja Macbeth e Rei Lear, ou o conjunto de clássicos da literatura em PDF.

