Correspondência reúne cartas de Emílio de Meneses e oferece o acesso mais direto possível à voz de um dos escritores mais comentados de sua geração. Fora do palco do soneto e da tirada pública, o poeta aparece aqui no registro privado, escrevendo a amigos, a colegas de letras e a interlocutores diversos.
As cartas trazem o que esse gênero costuma ter de melhor: pedidos e agradecimentos, comentários sobre leituras e projetos, notícias do dia, queixas e brincadeiras. Sobra ainda o retrato de um meio literário em formação, com suas alianças, rusgas e dificuldades materiais. O estilo mantém a agilidade e o humor que marcaram sua obra, agora sem a mediação da forma fixa.
Vale a leitura pelo valor documental e pelo valor humano. A correspondência de escritores costuma revelar o que os livros calam, e neste caso permite acompanhar de perto uma personalidade que virou lenda entre os contemporâneos, na intimidade de quem escreve sem pensar na posteridade.



