Helena é um romance de Machado de Assis, publicado em 1876 pela Garnier. A história começa com a morte do conselheiro Vale, em 25 de abril de 1859, e com a leitura do testamento: ele reconhece uma filha natural, Helena, que ninguém na família conhecia, e pede que a recebam em casa como se fosse do casamento.
Do que trata Helena
O filho do conselheiro, Estácio, aceita a irmã sem reservas. A tia, D. Úrsula, a vê como uma intrusa. Helena chega do colégio e ganha a todos pela inteligência e pelo trato, mas há nela algo que não se explica: passeios a cavalo que passam por uma casa velha de bandeira azul, frases sobre uma “pobre alma lançada num turbilhão”, um segredo que ela não conta. Em volta dela estão o médico Camargo, amigo do conselheiro, e a filha dele, Eugênia, a quem Estácio quer pedir em casamento. Há ainda o padre Melchior, capelão da casa, e Mendonça, amigo de Estácio que volta da Europa e se apaixona por Helena.
Um folhetim de gosto romântico
O livro não tem a ironia dos romances que Machado escreveria depois, como Memórias Póstumas de Brás Cubas e Dom Casmurro. A trama é de folhetim: mistério sobre a origem de uma moça, amor que parece proibido, personagem que morre jovem. Parte da crítica o considera o mais fraco dos romances de Machado. Para quem quer ver como ele escrevia antes da fase madura, é um ponto de comparação; as outras obras do autor no site estão em contos de Machado de Assis.
Sobre esta edição
O arquivo é um PDF de 93 páginas com o romance completo, em 28 capítulos. Não traz nota de fonte nem informa de onde o texto foi tirado. Tem nove notas explicativas numeradas, que esclarecem citações e referências históricas, como a do cabo africano de Bartolomeu Dias e a de Penélope.

