O Duplo é uma das obras mais intrigantes de Coelho Neto, refletindo a complexidade psicológica que o autor costumava explorar em seus textos. A narrativa mergulha nos dilemas existenciais de um protagonista que se vê confrontado por sua própria dualidade, questionando a percepção que tem de si mesmo e do mundo ao seu redor.
O livro utiliza uma linguagem rica para descrever o conflito interno entre o que o indivíduo apresenta à sociedade e os impulsos escondidos em sua alma. É uma obra que convida o leitor a refletir sobre a identidade e as máscaras que todos usamos para sobreviver socialmente.
Ao longo da leitura, percebe-se a influência das correntes filosóficas de sua época, que buscavam entender os abismos da mente humana. É um mergulho profundo na subjetividade, onde a linha entre a realidade e o delírio muitas vezes parece desaparecer.

