Romances de José de Alencar: indianistas, urbanos e regionalistas, em PDF

Romances de José de Alencar: indianistas, urbanos e regionalistas, em PDF

José de Alencar (1829-1877) é o romancista mais ligado ao Romantismo brasileiro. Publicou romances por mais de duas décadas e tratou de assuntos diferentes: índios e colonizadores, a vida da corte no Rio, o sertão do Ceará. A crítica costuma separar esses livros em grupos: indianistas, urbanos, regionalistas e históricos. A divisão ajuda quem não sabe por qual começar, e é o que esta página faz com os livros dele que estão no acervo.

Os livros abaixo estão em PDF, com resumo e download gratuito. A lista completa de obras do autor está na página de José de Alencar.

Quem foi José de Alencar

Alencar nasceu em 1º de maio de 1829, em Fortaleza, no Ceará, e morreu no Rio de Janeiro em 12 de dezembro de 1877. Formou-se em direito pela Faculdade de São Paulo, em 1850, e trabalhou como advogado e jornalista antes de se dedicar à literatura. Foi deputado pelo Ceará a partir de 1860 e ministro da Justiça entre 1868 e 1870. A carreira política e a literária correram juntas: O Guarani saiu em 1857 em capítulos no Diário do Rio de Janeiro, antes de virar livro.

Romances indianistas

São os mais conhecidos e os mais cobrados em prova. Mostram o encontro entre índios e portugueses de um ponto de vista idealizado, e o objetivo de Alencar era dar ao Brasil uma narrativa de origem.

  • O Guarani (1857): o índio goitacá Peri protege Cecília, filha do fidalgo português D. Antônio de Mariz, numa fazenda perto do Rio de Janeiro, em 1604. O romance saiu primeiro em folhetim.
  • Iracema (1865): a índia tabajara Iracema se apaixona por Martim, um guerreiro português, no Ceará. O livro tem o subtítulo “lenda do Ceará” e é curto, escrito num estilo próximo ao da poesia.

Romances urbanos

Passam-se no Rio de Janeiro do Segundo Reinado e giram em torno de casamento, dinheiro e aparências.

  • Cinco Minutos (1856) e A Viuvinha (1857) são histórias curtas e leves, as primeiras do autor no gênero.
  • Lucíola (1862), Diva (1864) e Senhora (1875) foram chamados pelo próprio Alencar de “perfis de mulher”. Lucíola trata de uma cortesã, Diva de uma jovem independente e Senhora de Aurélia, que usa uma herança para comprar o marido que a rejeitou quando ela era pobre.
  • A Pata da Gazela (1870) e Os Sonhos d’Ouro (1872) completam o ciclo.

Senhora é o mais lido do grupo. O livro é dividido em quatro partes, cujos títulos tratam o casamento como um negócio: O Preço, Quitação, Posse e Resgate.

Romances regionalistas

Alencar levou para a literatura o campo e o sertão, com vaqueiros, fazendeiros e a linguagem das regiões.

  • Til (1872) se passa numa fazenda do interior de São Paulo.
  • O Sertanejo (1875) começa em 1764, no sertão cearense de Quixeramobim, e acompanha o vaqueiro Arnaldo.

Outros textos do autor

Por onde começar

Iracema é o mais curto dos grandes livros do autor. Senhora é o mais fácil de acompanhar, porque o enredo gira em torno de uma ideia só. O Guarani é o mais longo e o que melhor mostra o gosto de Alencar por aventuras. Para ver onde os três se encaixam na história literária, veja as escolas literárias brasileiras.

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre romance indianista e romance regionalista?

O indianista tem personagens indígenas como heróis, e se passa na época do contato com os portugueses. O regionalista retrata a vida de uma região, como o sertão, com personagens de seu tempo.

Qual romance de Alencar cai mais em vestibular?

Os mais cobrados costumam ser O Guarani, Iracema e Senhora.

Os livros de Alencar estão em domínio público?

Sim. Ele morreu em 1877, e a lei brasileira protege os livros por 70 anos depois da morte do autor.

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