No primeiro ato, o barão de Varville espera Margarida em casa, sem sucesso: ela o trata com desdém. A criada Nanine conta que Margarida é protegida do velho duque de Mauriac, que viu nela a filha que perdeu, e que tem dívidas de cinquenta mil francos. Margarida chega do teatro e dá uma ceia com Olímpia, Saint-Gaudens, a modista Prudência e o jovem Gastão Rieux, que traz Armando Duval. Prudência o apresenta como “o apaixonado mais fiel que você tem em Paris”. Margarida passa mal ao dançar e Armando a segue. Ele diz que a ama há dois anos e que cuidaria dela. Ela aconselha que ele fuja ou seja só amigo, mas acaba lhe dando uma flor para devolver quando murchar.
No segundo ato, quinze dias depois, Margarida quer passar o verão no campo com Armando e tenta arranjar quinze mil francos com o conde de Giray. Armando desconfia, vê o conde chegar e escreve uma carta ciumenta. Margarida manda o conde embora, os dois se reconciliam e ela lhe conta que sonha com uma vida simples.
No terceiro ato, em Auteuil, três meses depois, Prudência revela a Armando que Margarida devolveu os cavalos, vendeu uma capa e empenhou as joias para sustentar a casa. Armando decide transferir para ela a herança da mãe. Seu pai, Jorge Duval, chega furioso e acusa Margarida, mas muda de tom ao ver que ela nada sabia. Pede então que ela deixe Armando para sempre: a filha dele vai se casar, e a família do noivo ameaça desistir se Armando continuar a vida que leva. Margarida recusa, depois cede e escreve uma carta a Armando. Ele a lê no fim do ato.
No quarto ato, na festa de Olímpia, Armando joga e provoca Varville, com quem Margarida voltou a aparecer. Ela lhe pede que deixe Paris, diz que prometeu afastar-se dele e que gosta de Varville. Armando chama os convidados, diz diante deles que a pagou e atira notas e moedas sobre ela. Margarida desmaia e Varville o chama de covarde.
No último ato, Margarida está de cama e muito fraca. Nichette lhe escreve que vai se casar com Gustavo em 1º de janeiro. Jorge Duval já lhe escreveu uma carta contando que Armando e Varville se bateram em duelo e que Armando partiu de Paris, e que escreveu ao filho a verdade. Armando volta, arrependido. Margarida o perdoa e, por um momento, se sente melhor. Entrega a Armando o seu retrato e pede que, se uma moça o encontrar um dia, ele diga que é de uma velha amiga que morreu. Com Armando, Gastão, Nichette e Gustavo ao redor, ela diz que não sofre mais e adormece. Está morta. Nichette diz: “Durma em paz, Margarida! Muito lhe será perdoado pelo muito que amou!”
