O Marquês de Rabicó volta do capoeirão dos Taquaruçus contando que ouviu um miado esquisito e viu rastros de um gato enorme. Pedrinho conclui que é onça e resolve caçá-la sem avisar Dona Benta. Narizinho, Emília e o Visconde topam; Rabicó vai à força, puxando um canhãozinho feito de tubo de chaminé. Os cinco saem escondidos e acham os rastros. Pelo binóculo, o Visconde garante que é onça-pintada.
O tiro do canhão e o da espingarda não fazem nada, e todos sobem numa grumixama. Lá de cima, Pedrinho joga pólvora nos olhos da onça. Cega, ela fica à mercê dos caçadores, que a matam com a faca de pão, o sabre, o espeto e a coronha. Eles a arrastam até o sítio amarrada com cipó. Dona Benta tenta adivinhar o que mataram, paca, veado, capivara, e quando ouve “uma onça” cai sentada de susto.
Um sagui conta tudo à capivara, que convoca os animais para debaixo da Figueira-Brava. Uma jaguatirica propõe vingança, e a assembleia entrega a guerra às onças. Os besouros espiões de Emília ouvem o plano e avisam a boneca. O onço viúvo marca o ataque para a manhã seguinte. Pedrinho faz pernas de pau de bambu para todos, inclusive quatro para Rabicó. Dona Benta aprende a andar nelas. Tia Nastácia desiste. Emília avisa que preparou granadas de cera e as guardou no telhado. De madrugada, chega ao sítio Cléu, uma menina conhecida pelo rádio, que quer participar da aventura.
O Visconde, posto de vigia numa árvore, dorme e cai de cabeça na lama. As onças, irarás e cachorros-do-mato invadem o terreiro. Cléu ficou com as pernas de pau de Tia Nastácia, que sobe no mastro de São Pedro. As feras não alcançam ninguém e combinam se revezar para esperar. Quando Dona Benta grita que vai cair, Emília joga as granadas: de dentro saem enxames de caçunungas, e os bichos fogem. Como pagamento, a boneca ganha um regador, cinco tostões, uma mobília de boneca e o pito de barro de Tia Nastácia.
Algum tempo depois, um rinoceronte foge de um circo no Rio de Janeiro e o país inteiro passa a procurá-lo. Só Emília sabe onde ele está: seus besouros o viram na mata do sítio. Pedrinho não acredita nela, até que a boneca, agora sócia de Cléu, troca o animal pelo carrinho de cabrito dele. Os três vão à mata e sobem numa pedra preta que se mexe: é o rinoceronte. Voltam para casa com pó de pirlimpimpim, e Dona Benta manda um telegrama ao Rio.
Chegam os homens do Departamento Nacional de Caça ao Rinoceronte, chefiados pelo detetive X B2. O bicho está deitado na porteira, e Dona Benta proíbe os tiros. Os caçadores passam um mês tocando violão na vila à espera de material para uma linha telefônica, depois constroem uma linha de cabos aéreos para levar o canhão até a varanda. Enquanto isso, Emília fica amiga do rinoceronte e o convida para a turma. No dia do ataque, ela troca a pólvora por farinha de mandioca e põe uma rodela de casca de laranja no peito dos moradores da casa. O canhão solta pirão, o rinoceronte investe e os caçadores fogem. Tia Nastácia, que recusou a rodela, tem de se trancar na despensa.
O rinoceronte vira bicho da casa. As crianças passeiam nele e no carrinho de cabrito que ele puxa, e até Dona Benta dá uma volta. Então aparece Fritz Muller, dono do circo, com um advogado. Emília exige provas, oferece aos dois uma pitada de pó de pirlimpimpim e eles somem no espaço. O livro termina com Tia Nastácia sentada no carrinho, esperando a sua vez.

