Resumo da obra

Resumo de Mensagem

por Fernando Pessoa

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Resumo da obra

Mensagem abre com a frase “Benedictus Dominus Deus noster qui dedit nobis signum” e uma “Nota Preliminar” sobre as cinco qualidades de quem interpreta símbolos. Fecha com “Valete, Frates”.

Na primeira parte, “Brasão”, o primeiro poema vê a Europa deitada sobre os cotovelos, e o rosto com que ela olha o Ocidente é Portugal. Em “Os Castelos” cada poema trata de uma figura: Ulisses, que funda sem ter vindo (“O mytho é o nada que é tudo”), Viriato, o conde D. Henrique, D. Tareja, D. Afonso Henriques, D. Dinis, D. João o Primeiro e D. Filipa de Lencastre. Em “As Quinas” falam D. Duarte, o infante D. Fernando, D. Pedro, o infante D. João e D. Sebastião, que se define: “Louco, sim, louco, porque quis grandeza”. “A Coroa” é Nun’Álvares Pereira, e “O Timbre” tem o infante D. Henrique, D. João II e Afonso de Albuquerque.

A segunda parte, “Mar Português”, começa com o infante e passa pelo horizonte, pelo padrão de Diogo Cão, pelo Mostrengo, pelo epitáfio de Bartolomeu Dias, pelos Colombos, por Fernão de Magalhães e pela ascensão de Vasco da Gama. No poema “O Mostrengo”, um monstro pergunta três vezes quem ousou entrar no seu mar, e o homem do leme responde com o nome do rei D. João II. Em “Mar Português” o mar traz lágrimas, mães e noivas, e o poeta responde que tudo vale a pena se a alma não é pequena. “A Última Nau” leva a bordo D. Sebastião e diz ver o rei que torna. “Prece” pede um sopro que reacenda a chama e diz que restam “o mar universal e a saudade”. Entre esses poemas, “Horizonte” descreve o mar que se abre em terra, praias e árvores, e “Padrão” é a fala de Diogo Cão, que deixa um marco em terra e segue viagem: “O por-fazer é só com Deus”. Em “Fernão de Magalhães”, Titãs dançam em torno da morte do navegador.

Na terceira parte, “O Encoberto”, “Os Símbolos” reúnem D. Sebastião, o Quinto Império (que virá quando Grécia, Roma, Cristandade e Europa se forem), O Desejado, As Ilhas Afortunadas e o Encoberto. “Os Avisos” são o Bandarra, que “sonhava, anônimo e disperso, / O Império por Deus mesmo visto”, António Vieira, em quem o poeta vê a “madrugada irreal do Quinto Império”, e um terceiro poema, sem título, em que o eu pergunta ao Encoberto: “Quando é o Rei? Quando é a Hora?”. “Os Tempos” são cinco poemas: “Noite”, “Tormenta”, “Calma”, “Antemanhã” e “Nevoeiro”. O último termina: “Ó Portugal, hoje és nevoeiro… / É a Hora!”

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