O Triste Fim de Policarpo Quaresma é um romance de Lima Barreto. Saiu em folhetim no Jornal do Commercio, do Rio de Janeiro, entre agosto e outubro de 1911, e em livro em 1915, em edição paga pelo próprio autor. O protagonista é um funcionário do Arsenal de Guerra que dedica a vida a conhecer e a “reformar” o Brasil, e a história acompanha o que acontece cada vez que ele tenta pôr as ideias em prática.
Do que trata O Triste Fim de Policarpo Quaresma
O livro tem três partes de cinco capítulos cada. Na primeira, o major Quaresma vive em São Cristóvão com a irmã, Dona Adelaide, e o criado Anastácio, aprende violão com o modinheiro Ricardo Coração dos Outros e pede ao Congresso que o tupi-guarani seja a língua oficial do Brasil. É ridicularizado e acaba internado num hospício. Na segunda parte compra o sítio do Sossego, no interior, e tenta provar que a terra brasileira dá de tudo. Na terceira, estoura a revolta da Armada contra o governo do marechal Floriano Peixoto, e Quaresma se alista para defender o presidente.
Um herói que não tem razão
Lima Barreto não trata o major como exemplo. Quaresma é metódico e sincero, mas sabe o Brasil dos livros e quase nada do Brasil das pessoas: acredita que as formigas se vencem com método e que o governo dará ouvidos a um memorial. As cenas com o general Albernaz, o doutor Genelício e o resto da vizinhança servem de contraste, e algumas delas se arrastam. O Sossego, em particular, ocupa muitas páginas.
O tom muda perto do fim. A fúria patriótica de Quaresma dá lugar a uma conclusão amarga sobre o que ele chamou de Pátria. O livro não mostra o fuzilamento: termina com a afilhada Olga saindo do palácio, depois de ouvir que o major é “um traidor”.
Sobre esta edição
O arquivo é um PDF de 104 páginas, com cerca de 66 mil palavras. A folha de rosto traz Ministério da Cultura, Fundação Biblioteca Nacional e Departamento Nacional do Livro. O texto inclui a dedicatória a João Luiz Ferreira, a epígrafe de Renan e as três partes completas, com a ortografia anterior à reforma (por exemplo, “dous” e “cousa”). Termina com a data “Todos os Santos (Rio de Janeiro), janeiro – março de 1911”. Lima Barreto morreu em 1922, e a obra está em domínio público. Outros livros do autor no site: Clara dos Anjos, Os Bruzundangas e Recordações do Escrivão Isaías Caminha. Mais romances da língua em Clássicos da literatura em PDF.

