Resumo da obra

Resumo de O Triste Fim de Policarpo Quaresma

por Afonso Henriques de Lima Barreto

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Resumo da obra

Policarpo Quaresma, o Major Quaresma, é subsecretário do Arsenal de Guerra e chega em casa todos os dias às quatro e quinze. Mora em São Cristóvão com a irmã, Dona Adelaide, e o criado Anastácio. Desde os vinte anos estuda o Brasil: rios, história, literatura, e agora o tupi-guarani. Aprende violão com Ricardo Coração dos Outros e faz amizade com o general Albernaz, vizinho, cuja filha Ismênia espera havia anos o casamento com o dentista Cavalcanti.

Quaresma dirige ao Congresso o pedido de que o tupi seja língua oficial. Os jornais zombam. Distraído, escreve em tupi um ofício de serviço, e o diretor do Arsenal o suspende. O major é internado num hospício e passa lá seis meses. Quando sai, a afilhada Olga o convence a viver no campo. Ele compra o sítio chamado Sossego, em Curuzu, com Anastácio e Dona Adelaide, e contrata o camarada Felizardo.

No sítio tudo dá errado. As saúvas devoram as plantações, a seca e a chuva destroem sementes, e a coletoria multa o major por mandar produtos ao mercado sem pagar imposto. A vizinhança o toma por amigo do marechal Floriano e o envolve nas brigas entre o doutor Campos e o Tenente Antonino. Quaresma cultiva por teimosia. Olga se casa com Armando Borges, o general Albernaz casa a outra filha com Genelício, e Ismênia fica sem noivo.

Quando começa a revolta da Armada, Quaresma lê a notícia no jornal e telegrafa a Floriano: “Peço energia. Sigo já.” No Rio entrega um memorial sobre a agricultura. O presidente o ouve distraído, mas o recebe com simpatia, e ele se alista no batalhão patriótico “Cruzeiro do Sul”, comandado por Inocêncio Bustamante, onde Ricardo também serve. Numa luta noturna, é ferido de leve e Ricardo é ferido com mais gravidade. Em carta à irmã, diz que matou um homem e que ainda atirou quando o inimigo arquejava. Ismênia, doente de abandono, morre vestida de noiva.

Com o fim da revolta, o batalhão de Quaresma é destacado para a ilha das Enxadas, onde ele vira carcereiro de marinheiros prisioneiros. Uma noite, um oficial do Itamarati escolhe uma dúzia deles ao acaso e os leva para o Boqueirão. Quaresma escreve a Floriano protestando, e na manhã seguinte é preso e levado à ilha das Cobras. Na cela, vê a vida como uma série de decepções e conclui que a pátria que quis ter era um mito.

Ricardo tenta libertá-lo, e Genelício e Bustamante se recusam a ajudar. Olga procura o palácio, onde um ajudante responde que Quaresma é “um traidor, um bandido”. Ela sai do palácio e vai ao encontro de Ricardo. O livro acaba aí.

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