Patkull é um drama de Antônio Gonçalves Dias que leva ao palco a trajetória de Johann Reinhold Patkul, nobre da Livônia que enfrentou o poderio da coroa sueca no início do século XVIII. Escrita na juventude do poeta maranhense, a peça revela o fascínio do romantismo pelos grandes episódios históricos e pelos heróis esmagados por forças que não podem vencer.
Nos diálogos inflamados, o autor entrelaça patriotismo, lealdade, amor e traição. Patkull surge como figura trágica por excelência: um homem de convicções firmes, dividido entre a fidelidade à sua terra e os jogos de poder das cortes europeias, num mundo em que cada aliança pode se transformar em condenação.
Para o leitor brasileiro, a obra tem o sabor de uma descoberta: mostra o autor da Canção do Exílio no ofício de dramaturgo, ensaiando no teatro a mesma grandeza que marcaria sua poesia. É uma porta de entrada para o lado menos conhecido de um dos nomes centrais do nosso romantismo.




