Resumo de A Parasita Azul
por Machado de Assis
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Resumo da obra
Camilo Seabra passou anos em Paris, estudando medicina e desfrutando a vida boêmia, até se ver obrigado a voltar para Goiás. O retorno tem gosto de exílio: o rapaz desembarca convencido de que nada na província poderá interessá-lo. Paris ficou para trás, e com ela tudo o que ele julgava essencial. A cidade natal o recebe com festas, curiosidade e a expectativa do pai, que sonha vê-lo estabelecido e casado. As comemorações da chegada revelam um mundo que ele havia esquecido de amar. Entre os conhecidos reencontrados está Isabel, moça discreta que nutre por ele um sentimento antigo e guardado. Uma flor rara, a parasita azul, funciona como relíquia desse afeto silencioso e dá à narrativa seu símbolo central. Enquanto Camilo suspira pela Europa, a convivência vai minando sua indiferença, e a moça que ele mal notava se torna presença constante no pensamento. O narrador acompanha essa mudança sem pressa, com fina atenção aos pequenos sinais. Não faltam obstáculos: o orgulho do rapaz, as reticências de Isabel e a concorrência de pretendentes locais retardam o entendimento. Machado conduz o jogo amoroso com ironia leve, mostrando que o tédio do civilizado é, muitas vezes, apenas vaidade mal curada. O riso do narrador nunca é cruel: há afeto por trás de cada alfinetada. Quando Camilo finalmente compreende o próprio coração, precisa conquistar a confiança que sua longa indiferença quase destruiu. O desfecho reconcilia o herói com a terra e com o amor, deixando no leitor a sensação de uma história que sorri de seus personagens sem deixar de querer-lhes bem.
