A Parasita Azul é uma novela curta de Machado de Assis que abre o volume Histórias da Meia-Noite. Nela, Camilo Seabra, jovem goiano formado em medicina em Paris, retorna ao Brasil depois de anos de vida boêmia, trazendo na bagagem o tédio de quem julga deixar a civilização pela província.
O reencontro com a terra natal, porém, reserva surpresas. Entre festas locais e velhos conhecidos, Camilo cruza o caminho de Isabel, moça que guarda em silêncio um afeto antigo, simbolizado pela flor que dá título à história. O rapaz descrente descobre aos poucos que o coração pode florescer justamente onde ele menos esperava.
Machado combina aqui cor local, humor e observação sentimental, num texto que dialoga com o romantismo ao mesmo tempo que o ironiza. É uma bela porta de entrada para a primeira fase machadiana, com sua prosa elegante e seu olhar afetuoso, mas nunca ingênuo, sobre os costumes do interior brasileiro.

