Pareceres de Machado de Assis reúne textos de uma faceta pouco conhecida do maior escritor brasileiro: a de parecerista. Na juventude, entre 1862 e 1864, Machado serviu como censor do Conservatório Dramático Brasileiro, órgão que examinava as peças destinadas aos palcos do Rio de Janeiro, e nessa função redigiu juízos sobre dezenas de textos teatrais.
Os pareceres são pequenas maravilhas de crítica aplicada: em poucas linhas, o jovem Machado avalia enredos, verossimilhança, moralidade e linguagem, sempre com a elegância e a ironia que se tornariam sua assinatura. Neles transparece sua ideia do teatro como escola de civilização, e não apenas divertimento.
Para o leitor machadiano, o volume é um achado: mostra o escritor em formação, exercendo o julgamento estético que depois faria dele o centro da vida literária nacional. Para o historiador, é um retrato precioso dos palcos, dos autores e dos valores do Segundo Reinado.







