As Mulheres de Mantilha é um romance histórico de Joaquim Manuel de Macedo, publicado em 1870, que transporta o leitor ao Rio de Janeiro colonial do século XVIII, no tempo dos vice-reis. O título vem do costume que dá alma ao livro: as mantilhas com que as mulheres cobriam o rosto nas ruas, tornando-se figuras misteriosas, livres para ver sem serem vistas.
Sob esse jogo de véus, Macedo arma uma intriga de amores contrariados, segredos e vinganças, na qual a cidade antiga, com suas igrejas, becos e cadeiras de arruar, é quase personagem. O romance é também uma sátira: o autor aproveita o cenário colonial para expor a prepotência e a corrupção das autoridades da época.
Menos lembrado que A Moreninha, o livro mostra um Macedo maduro, misturando pesquisa histórica, crítica social e folhetim. Para quem gosta de romances de capa e espada à brasileira, é um prato cheio, com o sabor adicional de reconstituir um Rio que desapareceu.

