As Primaveras é um livro de poemas de Casimiro de Abreu, publicado em 1859. O autor nasceu em 1839 e morreu em 1860, aos 21 anos, segundo a Wikipédia. O livro reúne poemas escritos entre 1855 e 1858, em boa parte em Lisboa, onde ele viveu entre 1853 e 1857, e é uma coletânea de versos, não um romance.
Do que trata As Primaveras
O prefácio, datado de 20 de agosto de 1859, explica a origem: um dia, no colégio em Friburgo, o autor teve saudades de casa e escreveu os primeiros versos, “Às Ave-Marias”. Diz que “a saudade havia sido a minha primeira musa”. A saudade da pátria e da infância é o assunto de vários poemas: “Canção do exílio” (“Eu nasci além dos mares”), “Minha terra” e “Meus oito anos”, este com os versos “Oh! que saudades que tenho / Da aurora da minha vida”.
Casimiro também escreve poemas de amor a moças de nome incerto ou abreviado (dedicados “A M.”), versos de álbum, orações e um poema para D. Pedro II no Sete de Setembro. O tom é o do primeiro Romantismo brasileiro: sentimento, morte precoce, mulher idealizada. O prefácio chama o livro de “ensaios” de mocidade e de “ramalhete das flores próprias da estação”.
Como o livro se organiza
Há quatro partes: Livro Primeiro, Livro Segundo, Livro Terceiro e Livro Negro. Os poemas são numerados de I a LXIV nas três primeiras; o Livro Negro, mais sombrio, reúne “Horas tristes”, “Dores”, “Fragmento”, “Anjo!” e “Última folha”.
Sobre esta edição
O arquivo é um PDF de 94 páginas com o livro completo: a dedicatória a F. Octaviano, o prefácio, os quatro livros e notas de rodapé que explicam nomes e referências, como a de Lamartine. O título da folha de rosto traz “1855 – 1858”. Outra obra do autor no site é Carolina. Mais livros de versos na página de poesia em domínio público e, para situar o período, em escolas literárias brasileiras.

