O romance abre com uma corveta velha voltando ao Rio de Janeiro e parada numa calmaria. O comandante manda aplicar castigos. Dois marinheiros, Herculano e Santana, recebem vinte e cinco chibatadas cada um. Depois chega a vez de Amaro, o Bom-Crioulo, preso por ter esmurrado um marinheiro que maltratou o grumete Aleixo. Ele quase não reage aos golpes.
O segundo capítulo volta atrás. Amaro tinha dezoito anos quando fugiu de uma fazenda. Foi capturado e mandado para a Marinha. Gosta da disciplina, que lhe parece mais suave que a vida de escravo. Aprende o ofício, vira gajeiro e ganha fama de forte. Bom-Crioulo conhece Aleixo na corveta. O grumete tem olhos azuis e cabelo louro e Amaro fica fascinado. Passa a protegê-lo e, numa noite de calmaria a bordo, os dois se tornam amantes.
No Rio, Bom-Crioulo leva Aleixo a D. Carolina, velha conhecida dele, que aluga um sótão. Os dois vivem ali nas folgas por quase um ano, e Amaro, que antes brigava e bebia, passa a se comportar. Então é mandado para um couraçado, que ele odeia, e o imediato recebe um bilhete pedindo cautela com Amaro. Aleixo continua a frequentar o sobrado, e Carolina, que o deseja, acaba seduzindo-o.
Sem licença, Bom-Crioulo foge do couraçado e vai ao sobrado, mas não encontra Aleixo e desconfia que algo mudou. Na rua, depois de ajudar um homem que passa mal, entra numa briga no cais com um português e é preso. O castigo no couraçado é pior que o da corveta, e ele sai do açoite tão mal que é levado ao hospital da Marinha.
No hospital, longe de Aleixo, Amaro padece de ciúme e desespero. Escreve ao grumete, mas Carolina rasga o bilhete. Aleixo passa a viver com ela como casal. Um ex-companheiro de corveta, Herculano, aparece na enfermaria e conta a Bom-Crioulo que Aleixo agora é amante da portuguesa. Amaro, que no hospital já só pensava em vingança, decide fugir.
Foge do hospital de madrugada, vai à rua da Misericórdia e fica esperando. Um vizinho confirma que Aleixo mora com Carolina. Quando o grumete sai, Bom-Crioulo o agarra na rua e o acusa de ingratidão. O texto não descreve o golpe: mostra uma multidão se formando e Aleixo levado por dois marinheiros, com o pescoço enrolado em panos e a roupa ensanguentada. Carolina vê a cena da janela, branca e imóvel. Amaro segue preso entre baionetas.
