Resumo da obra

Resumo de Emília no País da Gramática

por Monteiro Lobato

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Resumo da obra

Dona Benta dá a Pedrinho meia hora de gramática por dia durante as férias. Emília assiste às lições e um dia propõe que, em vez de ouvir falar de gramática, eles vão passear no País da Gramática. Segundo ela, o rinoceronte sabe onde fica. Pedrinho, Narizinho, Emília e o Visconde partem montados no animal, a quem Emília dá o nome de Quindim.

Primeiro ouvem os sons orais zumbindo no ar. Depois avistam as cidades das palavras: Portugália, Anglópolis, Galópolis e as ruínas da cidade latina. Em Portugália, entram pelo bairro do Refugo, onde moram palavras velhas como Bofé, e encontram neologismos, gíria e estrangeirismos. Do alto de um morro, Quindim mostra que a cidade tem uma parte velha, de Portugal, e uma nova, do Brasil, separadas por um braço de mar.

No centro, a turma visita os substantivos. O nome José, cansado, é chamado às pressas para batizar um menino em Curitiba. O Visconde aparece envergonhado depois de errar o caminho e cair no bairro das palavras obscenas. Os meninos veem plurais, aumentativos e diminutivos e seguem para o bairro dos adjetivos, onde os nomes levam adjetivos na trela. Na casa dos pronomes, o Você briga com o Tu pelo lugar à mesa. Depois vêm os artigos, os numerais e o acampamento dos verbos no Campo de Marte, com o desfile dos modos e tempos do verbo Ter.

Emília se apresenta ao verbo Ser como repórter do jornal “O Grito do Pica-Pau Amarelo”. Ele lhe conta a sua vida e a acompanha às casas dos advérbios, das preposições, das conjunções e das interjeições. Enquanto isso, o Visconde anda pela cidade com uma palavra antiga chamada Paredro.

Reunida de novo, a turma conhece os homônimos e vai à casa de Dona Etimologia. Como ela está cercada de gramáticos, Quindim solta um berro pelo buraco da fechadura e espanta todos. A velha explica de onde vêm as palavras, como Boneca e Chá, e ensina a formar palavras com sufixos. Quando vê o rinoceronte, leva tamanho susto que precisa de um bule de chá calmante. Depois mostra as palavras gregas e as que vieram do tupi, do árabe e de outras línguas.

Na saída, os meninos acham a palavra Anticonstitucionalissimamente exposta como curiosidade, e um guarda conta que o Visconde passou por ali levando um ditongo debaixo do capote. A turma vai parar nos domínios de Dona Sintaxe, que corrige frases como “Os gatos comeu os ratos”. Ela lhes apresenta as figuras de sintaxe e a cadeia dos vícios de linguagem. Lá, Emília solta o Provincianismo. Depois vêm as orações do jardim, um exame e as caixinhas dos sinais de pontuação.

No bairro das sílabas, os ditongos estão alvoroçados com o sumiço de um deles. A turma desiste de procurar o Visconde, e Emília deduz o motivo do furto: ele se assusta com o som do ÃO. Na casa da Ortografia, Emília aprende a nova ortografia e ataca sozinha o reduto da Ortografia Etimológica. Tira as letras inúteis de Sabbado, Sceptro, Thesouro, Phosphoro e outras. Quando a velha e os Carrancas tentam devolver as letras, Quindim os espanta, e ela sobe numa árvore. Emília ainda protesta contra os acentos da reforma ortográfica, e Quindim lhe dá razão.

No epílogo, o Visconde está com a bochecha inchada. Emília abre a boca dele à força e o ditongo ÃO cai no chão. Ele conta que o furtou porque o som o assustava, e Emília manda devolvê-lo. Meia hora depois estão todos no sítio, contando a viagem ao Burro Falante.

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