Fausto é uma tragédia em verso de Johann Wolfgang von Goethe. A primeira parte saiu em 1808 e a segunda só apareceu depois da morte do autor, em 1832. Goethe trabalhou no texto, com interrupções, por mais de sessenta anos. O arquivo contém apenas a primeira parte.
Do que trata Fausto
O doutor Fausto é um sábio que se cansou de estudar sem chegar ao que procura. No Prólogo no Céu, Mefistófeles propõe uma aposta ao Senhor, que o deixa tentar Fausto enquanto ele viver. Na véspera de Páscoa, Fausto já levava à boca um copo de veneno quando os sinos da igreja o detêm. Depois aparece Mefistófeles, e os dois fazem um pacto: o diabo serve Fausto, e Fausto só perde se um dia disser a um instante “Demora-te! És formoso”. Fausto assina com o próprio sangue.
O resto da peça gira em torno de Margarida, uma moça simples, a quem Fausto seduz com ajuda de Mefistófeles. Daí vêm a morte da mãe dela, o duelo em que Fausto mata o irmão, Valentim, a noite de Santa Valburga nas montanhas do Harz e, por fim, a prisão, onde Margarida espera a execução. Os anjos a declaram salva, e Mefistófeles leva Fausto.
Divisão em quadros
Castilho avisa na Advertência que a divisão da obra e as descrições de cenário não são de Goethe e foram acrescentadas por ele. O arquivo traz 24 quadros, precedidos por um “Prólogo do Autor” e um “Diálogo Preliminar”, e notas do tradutor no final. A grafia é a de Portugal da época (“actores”, “directores”).
Sobre esta edição
O arquivo é um PDF de 404 páginas com a tradução de António Feliciano de Castilho (1800-1875), em edição digital da eBooksBrasil.com baseada nas fontes digitais da Universidade de Aveiro e no volume XV dos Clássicos Jackson (1956). Segundo o próprio Castilho, ele traduziu o primeiro Fausto e não “se atreveu” ao segundo. A tradução saiu em 1872 e, na Advertência, Castilho conta que a preparou comparando a versão do irmão, José Feliciano, com a tradução literal de Laemmert, uma outra portuguesa e quatro versões francesas. No site há também Primeiro Fausto, de Fernando Pessoa.

