Resumo da obra

Resumo de O Saci

por Monteiro Lobato

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Resumo da obra

Pedrinho vai passar as férias no Sítio do Picapau Amarelo, na casa da avó. Um dia diz a Dona Benta que quer caçar na mata virgem, o Capoeirão dos Tucanos. Onças e cobras não o assustam, mas quando a avó fala em sacis o menino se cala: tem medo deles. Tia Nastácia o manda conversar com Tio Barnabé, um velho de mais de oitenta anos que mora num rancho perto da ponte.

Tio Barnabé explica o que é o saci e conta como espantou um que vinha fumar o seu pito: socou pólvora no fundo do cachimbo. Também ensina a pegar um. É preciso atirar uma peneira de cruzeta num rodamoinho, prender o saci numa garrafa com uma cruz riscada na rolha e esconder a carapuça dele. No dia de São Bartolomeu, o mais ventoso do ano, Pedrinho joga a peneira num rodamoinho e, com a ajuda de Narizinho, arrolha a garrafa. Ela parece vazia. Tio Barnabé explica que o saci preso só aparece quando a pessoa cai na modorra.

Pedrinho diz à avó que vai visitar Tio Barnabé e entra na mata com a garrafa. Deitado perto de um riacho, cai na modorra, e o saci aparece e fala. Avisa que ali é o coração da mata, onde se reúnem os duendes, e oferece proteção em troca da carapuça e da liberdade. Pedrinho aceita e o solta.

O saci leva o menino ao taquaruçu onde os sacis nascem, dentro dos gomos, e mostra um sacizinho do tamanho de um camundongo. Depois espanta uma onça com pó-de-mico nos olhos, mostra uma sucuri que engoliu um boi e uma muçurana que mata uma cascavel. Os dois discutem: o saci diz que o homem é a mais boba das criaturas, e Pedrinho defende o homem. Para o jantar, um besouro serra-pau derruba uma palmeira, e o saci faz doce de palmito numa casca de tatu. À espera da meia-noite, falam da vida e da morte. O saci explica o Jurupari, o Boitatá e a história do Negrinho do Pastoreio, e o Curupira passa perto deles.

À meia-noite, escondidos no oco de uma peroba e iluminados por vaga-lumes, veem sair mais de cem sacis e as travessuras dos pequenos. Passa um lobisomem. Ouvem a mula-sem-cabeça, que muda de rumo antes de ser vista. Depois passa o Caipora, montado num queixada.

Uma coruja avisa o saci de que a Cuca levou Narizinho. Os dois voltam ao sítio montados num porco-do-mato e encontram Dona Benta e Tia Nastácia chorando. Pedrinho mente para acalmar a avó: diz que tudo é uma peça e que a prima volta de manhã. O saci acha o rastro da Cuca perto da porteira, e eles seguem no pangaré de Pedrinho até a caverna da bruxa.

Disfarçados de arbustos, encontram a Cuca, que tem cara de jacaré e só dorme uma noite a cada sete anos. O saci aprofunda o sono dela com a fumaça de uma folha, e os dois a amarram com cipó. Depois o saci faz uma goteira da caverna pingar na testa dela, ideia tirada de uma história de Dona Benta. A Cuca não aguenta e diz que só desfaz o encanto com um fio de cabelo da Iara. Na cachoeira, o saci rouba o fio enquanto a Iara se penteia. Pedrinho desobedece, olha para ela e fica paralisado. O saci o salva esfregando folhas nos olhos dele.

A Cuca, que contava com a perdição dos dois, ainda pede um fio de barba do Caipora, mas acaba se dando por vencida. No sítio, Pedrinho desfolha uma flor azul deixada perto do pote d’água, e uma pedra do terreiro vira Narizinho. A menina conta que uma velha lhe deu a flor para cheirar e ela virou pedra. Dona Benta perdoa a mentira do neto. O saci some sem se despedir, mas à noite Narizinho encontra um raminho de miosótis no travesseiro.

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