Os Dois Amores é um romance de Joaquim Manuel de Macedo, publicado em 1848, quando o autor de A Moreninha consolidava seu posto de romancista favorito das famílias fluminenses. Como anuncia o título, o livro se constrói sobre um contraste: dois amores de natureza diversa, postos à prova pelas circunstâncias, pelos deveres e pelos enganos do coração.
Macedo é o cronista amável da vida carioca do Segundo Reinado: seus enredos correm entre saraus, chácaras e conversas de janela, com moças casadouras, estudantes apaixonados e segredos de família dosados com mão de folhetinista. Aqui, o sentimentalismo romântico vem temperado pela observação dos costumes que é sua marca registrada.
Ler Os Dois Amores é entrar na sala de visitas do romantismo brasileiro em formação, quando o romance nacional aprendia a falar do amor com sotaque próprio. Para os leitores de hoje, é também um passeio delicioso pelo Rio de Janeiro oitocentista.







