A Desobediência Civil é um ensaio do americano Henry David Thoreau. Nasceu de palestras que ele deu no Liceu de Concord, em 1848, e saiu em maio de 1849 na coletânea Aesthetic Papers, organizada por Elizabeth Peabody, com o título “Resistance to Civil Government”. O nome “Civil Disobedience” só apareceu em 1866, quatro anos depois da morte do autor.
Do que trata A Desobediência Civil
Thoreau começa aceitando o lema “O melhor governo é o que menos governa”, mas avisa que quer “um governo melhor, e não o fim do governo”. Os alvos são dois: a escravidão, num país em que um sexto da população é escravizada, e a guerra contra o México. O argumento central é que ninguém deve entregar a consciência ao legislador. A maioria manda porque é mais forte, não porque tem razão, e votar é “um tipo de jogo”. Se um único homem honesto de Massachusetts rompesse com o Estado e fosse preso por isso, diz ele, a escravidão acabaria. Daí a frase: “Sob um governo que prende qualquer homem injustamente, o único lugar digno para um homem justo é também a prisão”.
A noite na cadeia
A parte mais concreta do ensaio é o relato da noite em que Thoreau foi preso por não pagar o imposto per capita, que devia havia seis anos. Ele descreve a cela, o companheiro acusado de incendiar um celeiro e a manhã em que saiu porque alguém pagou por ele. A prisão aconteceu em julho de 1846. Mais tarde, as ideias do texto influenciaram Tolstói, Gandhi e Martin Luther King Jr.
O leitor de hoje talvez tropece nos nomes que o texto discute sem apresentar, como o filósofo William Paley e o político Webster.
Sobre esta edição
O arquivo é um PDF de 16 páginas com o ensaio completo, em texto corrido, sem divisões. O arquivo não informa quem fez a tradução. As páginas foram impressas a partir de uma página da internet: cada uma traz no rodapé o endereço de um arquivo local e a data 16/11/2001. Há três notas de rodapé, uma delas do próprio autor. No site, o texto está na seção de filosofia.

