Resumo da obra

Resumo de Carta a um Refém

por Antoine de Saint-Exupéry

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Resumo da obra

Em dezembro de 1940, Saint-Exupéry atravessa Portugal para embarcar para os Estados Unidos. Lisboa, iluminada e em festa, com uma exposição montada enquanto a Europa está em guerra, lhe parece triste, como as mães que sorriem para acreditar que o filho na guerra está vivo. Ele mora no Estoril, perto do cassino, onde refugiados ricos chegam de Cadillac, se vestem para o jantar e jogam roleta com fortunas que talvez já não valham nada. No navio para a América, os mesmos emigrantes mostram cadernetas de endereços e falam de conhecidos para continuar sendo alguém. O autor pensa que eles são filhos pródigos sem casa para onde voltar.

No segundo capítulo, ele lembra os três anos que viveu no Saara. O deserto parece vazio, mas cada estrela indica um poço, um oásis ou uma cidade, e o que dá sentido ao lugar são polos invisíveis, como uma casa de infância ou um amigo distante. Assim também a França, para ele, é uma rede de pessoas. A mais importante é um amigo de cinquenta anos, doente e judeu, que ficou no país ocupado e talvez só sobreviva escondido pelo silêncio dos camponeses da sua aldeia.

O terceiro capítulo conta um almoço antes da guerra num restaurante de tábuas sobre o rio Saône, perto de Tournus. Os dois amigos pedem Pernod e convidam dois barqueiros que descarregavam uma barcaça, um holandês e um alemão que tinha fugido do nazismo. Sem saber por quê, todos se sentem de acordo e em paz. O autor diz que o essencial daquele dia foi um sorriso.

No quarto capítulo vem a história de outro sorriso. Durante uma reportagem na guerra civil espanhola, ele é preso por milicianos anarquistas numa estação de cargas, às três da manhã, sem os documentos. Levado a um porão, espera ser fuzilado e não consegue se fazer entender. Pede um cigarro a um dos guardas e sorri. O guarda sorri de volta, e de repente os carcereiros voltam a ser homens. Ele compara esse momento ao sorriso dos companheiros que os resgataram no Saara.

No quinto capítulo, Saint-Exupéry diz que essa qualidade de alegria é o fruto mais precioso da civilização e que ela depende do respeito ao homem. O nazismo, que só respeita quem se parece com ele, faz do homem o robô de um cupinzeiro. Ele pede que os que lutam do mesmo lado não se odeiem por divergir nos métodos.

O último capítulo se dirige ao amigo. O autor precisa dele porque, ao seu lado, não tem que se justificar nem provar nada, e quer um dia voltar com ele à mesa de Tournus. Depois fala a todos os franceses que ficaram na França, os quarenta milhões de reféns, e termina dizendo que são eles que vão ensinar os que estão fora, porque não há medida comum entre o soldado e o refém.

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