Espumas Flutuantes é um livro de poemas de Castro Alves, o único que o poeta dos escravos conseguiu publicar em vida, em 1870, um ano antes de morrer aos 24 anos. Nele está o Castro Alves mais íntimo: o amoroso, o doente, o apaixonado pela vida que já se sabia condenado.
O volume reúne o lirismo ardente que fez do poeta baiano o grande nome do ultrarromantismo brasileiro em sua vertente mais vital: poemas de amor de sensualidade inédita para a época, muitos deles marcados por sua paixão pela atriz Eugênia Câmara, ao lado de meditações sobre a morte, como o célebre Mocidade e Morte, e de versos cívicos que anunciam o poeta social.
Há nestas páginas mar, noite, corpos e pressentimentos, tudo dito em versos de eloquência torrencial. Ler Espumas Flutuantes é conhecer o coração de um poeta que viveu depressa, amou em voz alta e transformou a própria despedida em literatura.

