Resumo da obra

Resumo de O Enfermeiro

por Machado de Assis

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Resumo da obra

O narrador, Procópio, escreve já velho e doente, pedindo que seu relato só venha a público depois de sua morte. Ele recua ao tempo de moço, quando aceitou o emprego de enfermeiro do coronel Felisberto, doente rico e de gênio impossível, numa vila do interior, longe de tudo e de todos. A convivência é um tormento: o coronel insulta, provoca e humilha, e Procópio suporta tudo entre a piedade, o hábito e o interesse. Várias vezes decide ir embora; a doença do outro, os rogos e a rotina o fazem ficar, num vaivém que Machado descreve com precisão cruel e economia perfeita. Certa noite, agredido pelo doente em plena fúria, Procópio revida e o encontro termina em morte. Segue-se o pavor: o medo da desconfiança, o cuidado com as aparências, o funeral atravessado como um suplício. A reviravolta vem com o testamento: o coronel o fizera herdeiro universal, e a fortuna cai sobre o culpado como uma bênção intolerável que ninguém pode recusar. Procópio reparte esmolas, encomenda missas, hesita em aceitar a herança, e aos poucos sua consciência encontra os argumentos de que precisava para dormir em paz. A confissão final, serena e quase satisfeita, é a obra-prima do conto: o crime não muda, mas o criminoso aprende a contá-lo de outro modo a si mesmo. O leitor fecha o texto com um arrepio: a absolvição que Procópio se concede é a mesma que qualquer um de nós saberia fabricar, e é isso que Machado queria que víssemos.

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