Resumo da obra

Resumo de O Pequeno Príncipe

por Antoine de Saint-Exupéry

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Resumo da obra

Um aviador conta que, aos seis anos, fez um desenho de uma jiboia que tinha engolido um elefante. As pessoas grandes viram ali um chapéu e o aconselharam a estudar geografia e aritmética. Ele virou piloto e passou a vida sem ninguém com quem conversar de verdade, até que uma pane o deixou sozinho no deserto do Saara, com água para pouco mais de uma semana.

Na primeira manhã, é acordado por um menino que pede o desenho de um carneiro. O aviador tenta três vezes e, sem paciência, desenha uma caixa com furos, dizendo que o carneiro está dentro. O menino fica encantado. É o pequeno príncipe, e o aviador vai descobrindo aos poucos de onde ele veio: o asteroide B 612, um planeta do tamanho de uma casa.

Lá, o príncipe limpava três vulcões e arrancava todas as manhãs os brotos de baobá, árvores que, se crescessem, fariam o planeta explodir. Gostava de ver o pôr do sol e, num dia muito triste, viu quarenta e três. Um dia nasceu no planeta uma rosa bonita e vaidosa, que pedia biombo, redoma e água fresca. O príncipe a amava, mas levou a sério as suas pequenas mentiras e ficou infeliz. Decidiu partir. Na despedida, a rosa pediu desculpas e confessou que o amava.

A viagem passa por seis asteroides. No primeiro mora um rei que acredita reinar sobre tudo e só dá ordens que sabe que serão cumpridas. No segundo, um vaidoso que só ouve elogios. No terceiro, um bêbado que bebe para esquecer a vergonha de beber. No quarto, um homem de negócios que conta estrelas e acha que elas são dele. No quinto, um acendedor de lampiões que acende e apaga a luz a cada minuto, porque o planeta passou a girar mais depressa e o regulamento não mudou. É o único que o príncipe acha que poderia ser seu amigo. No sexto, um geógrafo que nunca explorou nada lhe explica que as flores são “efêmeras”, e o príncipe sente pela primeira vez o arrependimento de ter deixado a rosa sozinha. O geógrafo o aconselha a visitar a Terra.

Na Terra, no deserto da África, a primeira a falar com ele é uma serpente, que diz poder levá-lo de volta ao seu planeta quando ele quiser. Ele atravessa o deserto, sobe uma montanha onde só o eco responde e chega a um jardim com cinco mil rosas iguais à sua. Achava que tinha uma flor única e chora.

Aparece então a raposa. Ela pede para ser cativada e explica que cativar é criar laços. O príncipe volta todos os dias, até que os dois ficam amigos. Quando ele vai embora, a raposa o manda rever as rosas, e ele entende que a sua é única porque foi dela que ele cuidou. Antes de partir, a raposa lhe conta um segredo: só se vê bem com o coração, o essencial é invisível para os olhos, e cada um é responsável por aquilo que cativou. Depois ele conversa com um manobreiro de trens e com um vendedor de pílulas contra a sede.

No oitavo dia da pane, a água do aviador acaba. Os dois andam a noite inteira e, de manhã, encontram um poço. O príncipe conta que faz um ano que caiu na Terra, bem perto dali. No dia seguinte, o aviador, que já consertou o motor, o encontra sentado num muro, conversando com a serpente. O príncipe diz que vai voltar para casa e que, a partir de então, todas as estrelas vão rir para o amigo. Naquela noite, a serpente o pica no tornozelo e ele cai devagar na areia.

Seis anos depois, o aviador conta que não encontrou o corpo do menino ao nascer do dia. Ele se preocupa porque esqueceu de desenhar a correia da focinheira do carneiro e não sabe se o carneiro comeu a rosa. O livro termina com o desenho da paisagem do deserto e um pedido: quem passar por lá e encontrar um menino de cabelos de ouro que ri e não responde às perguntas, que escreva para ele dizendo que o pequeno príncipe voltou.

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