Resumo da obra

Resumo de Os Sertões

por Euclides da Cunha

Este é um resumo da obra. Na página completa você encontra ano de publicação, gênero, download gratuito em PDF e onde comprar a edição impressa.

Resumo da obra

Este resumo cobre o volume 1 de Os Sertões, a parte da obra oferecida nesta página. Na nota preliminar, de 1901, Euclides da Cunha explica que o livro começou como história da campanha de Canudos e virou um estudo dos sertanejos. Termina chamando a campanha de “um crime” e propondo-se a denunciá-lo.

“A Terra” tem cinco capítulos. O primeiro desce do planalto central até o norte da Bahia, a uma região que os mapas deixavam em branco, entre os rios São Francisco e Itapicuru. O segundo mostra essa região vista do alto de Monte Santo e do morro da Favela, de onde se avistava o arraial de Canudos. O terceiro trata do clima: dias escaldantes, noites frias e um ar tão seco que o corpo de um soldado morto três meses antes continuava intacto. O quarto explica as secas, que voltam em ciclos, e descreve a caatinga, o juazeiro, o umbuzeiro e a transformação do sertão quando chove. O quinto sustenta que o homem ajudou a fazer o deserto, com séculos de queimadas, e propõe represar os vales com muitos açudes pequenos.

“O Homem” tem cinco capítulos. O primeiro discute a mistura de brancos, negros e indígenas e conclui que não existe um tipo único de brasileiro. O segundo conta como o vale do São Francisco foi povoado por criadores de gado e por aldeias de missionários, e como essa população ficou três séculos isolada do litoral. É nele que Euclides expõe as ideias raciais do seu tempo e trata a mestiçagem como prejudicial. O terceiro abre com a frase “O sertanejo é, antes de tudo, um forte” e descreve o vaqueiro: a roupa de couro, a vaquejada, o estouro da boiada, as festas, a resistência à seca, a religião.

O quarto capítulo é a vida de Antônio Conselheiro. Nascido numa família de Quixeramobim, no Ceará, ele foi caixeiro e escrivão até que a mulher o deixou. Dez anos depois reaparece como peregrino, é preso em 1876 por uma acusação falsa, é solto e passa a reconstruir igrejas e cemitérios, seguido por fiéis. Em 1893 manda queimar editais de impostos, seus homens derrotam uma força policial em Massete e ele segue para o norte. O quinto descreve Canudos: uma velha fazenda de gado que vira arraial de casas de pau a pique, onde a lei é a vontade do Conselheiro e se ergue uma igreja nova. Termina com a missão de um frade capuchinho que, em 1895, aconselhou o povo a se dispersar e foi repelida pelos fiéis.

“A Luta” começa pelas causas da guerra. Em outubro de 1896, o Conselheiro não recebe uma madeira comprada em Juazeiro e ameaça ir buscá-la à força. A pedido do governo da Bahia, seguem para lá cerca de cem soldados do tenente Pires Ferreira. Na madrugada de 21 de novembro, em Uauá, eles são atacados por sertanejos que chegam rezando, com uma cruz e a bandeira do Divino. A tropa perde muito menos gente que os atacantes, mas o comandante desiste de avançar e volta a Juazeiro. Euclides explica então por que a caatinga é aliada do sertanejo.

“Travessia do Cambaio” narra a segunda expedição, do major Febrônio de Brito, com pouco mais de quinhentos homens e dois canhões. Depois de quinze dias parada em Monte Santo, ela parte em 12 de janeiro de 1897, e a comida acaba no caminho. Na serra do Cambaio, vence em três horas os sertanejos entrincheirados. No dia seguinte, em Tabuleirinhos, à beira do arraial, é atacada de novo. Com pouca munição e cerca de setenta feridos, os oficiais decidem recuar. A coluna volta a Monte Santo perseguida, e os sertanejos recolhem seus mortos e os levam em procissão para Canudos.

O volume 1 para nesse ponto, em janeiro de 1897. O restante da obra, que não está neste arquivo, trata da terceira e da quarta expedições e da queda de Canudos.

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