Conto de Escola é um conto de Machado de Assis. Saiu na Gazeta de Notícias em 8 de setembro de 1884 e foi reunido em 1896 no livro Várias Histórias. O narrador, já adulto, lembra uma segunda-feira de maio de 1840 em que ia matar aula e acabou na escola por medo do pai.
Do que trata Conto de Escola
A escola do mestre Policarpo fica na Rua do Costa, no Rio de Janeiro. O narrador, chamado “seu Pilar” pelos colegas, é um dos mais adiantados da turma e tem horror a apanhar: na semana anterior o pai lhe deu uma sova de vara de marmeleiro por causa de dois suetos. Na sala, o filho do mestre, Raimundo, menino pálido e de inteligência lenta, oferece-lhe uma pratinha que ganhou da mãe em troca de ajuda com um ponto de sintaxe. Pilar aceita. O colega Curvelo percebe o negócio e delata os dois. Policarpo joga a moeda na rua e dá doze bolos de palmatória em cada um.
Corrupção e delação
O narrador diz no fim que Raimundo e Curvelo lhe deram “o primeiro conhecimento, um da corrupção, outro da delação”. Antes disso, Pilar admite que a novidade não estava em mentir ou enganar o mestre, mas na troca franca de lição por dinheiro, “toma lá, dá cá”. O final é seco: no dia seguinte, com calças novas amarelas, ele sai de casa pensando em procurar a moeda, vê passar um batalhão de fuzileiros com tambor e vai atrás deles em vez de ir à escola. O último comentário do narrador é sobre o tambor, não sobre o castigo.
Sobre esta edição
O arquivo é um PDF de 7 páginas com o texto completo do conto. Pela nota de abertura, a fonte é a Obra Completa da Nova Aguilar (1994, volume II), e o texto vem da Biblioteca Virtual do Estudante Brasileiro, da USP, digitalizado pelo NUPILL, da Universidade Federal de Santa Catarina. Outro conto do mesmo livro no site: O Enfermeiro. A lista completa está em contos de Machado de Assis.

